Quarta-feira, 01 de dezembro de 2021

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Déficit primário do governo ficará abaixo de 100 bilhões de reais este ano

O déficit primário do governo ficará abaixo de 100 bilhões de reais este ano, afirmou nesta quinta-feira (18) o ministro da Economia, Paulo Guedes, pontuando que isso corresponderá a cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB).

No boletim Prisma Fiscal, a expectativa do mercado era de um rombo primário de 111,6 bilhões de reais.

Em evento de aniversário da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia, Guedes disse que no ano que vem o resultado primário iria a zero se não fosse a expansão dos gastos públicos para financiar o Auxílio Brasil de 400 reais, conforme determinação do presidente Jair Bolsonaro.

Com isso, prosseguiu Guedes, o déficit primário em 2022 talvez seja de 1% novamente. “Acho isso socialmente aceitável”, afirmou.

Durante o evento, Guedes procurou reiterar os feitos da equipe econômica e a manutenção do compromisso fiscal.

Após o apoio do Planalto e Economia à PEC dos Precatórios, o prêmio de risco associado ao país subiu pela percepção que a proposta, que limita o pagamento anual de precatórios e muda a janela de correção da regra do teto de gastos, representava uma flexibilização da única âncora fiscal efetiva do país.

“Temos que ter serenidade”, disse Guedes. “O arcabouço fiscal brasileiro não está sendo derrubado.”

O ministro afirmou ainda que o dólar segue em alto patamar em função de brigas e incertezas políticas, mas pontuou que, do ponto de vista de quem investe no País, isso implica margem adicional de ganho.

Ele defendeu que os fundamentos econômicos estão sólidos, citando gatilhos fiscais, marcos regulatórios, Banco Central independente e melhoria do resultado primário.

“Fundamentos estão aí e o dólar está lá em cima ainda por causa da barulheira infernal”, disse.

“Não tem problema. Quem entrar agora tem uma margem adicional de ganho. Além do que vai ganhar no projeto em si, está entrando com um dólar favorável”, acrescentou o ministro sobre a desvalorização do real.

PIB

O Ministério da Economia reduziu suas estimativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste e no próximo ano – ainda assim, elas estão mais otimistas do que as previsões do mercado. A pasta também revisou para cima sua projeção para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o índice oficial do País, para este ano.

De acordo com a nova grade de parâmetros macroeconômicos da pasta, a estimativa para a alta de preços neste ano passou de 7,90% para 9,70%. Para 2022, a projeção passou de 3,75% para 4,70%.

No mais recente relatório Focus, os analistas de mercado consultados pelo Banco Central estimaram que o IPCA deve acumular alta de 9,77% em 2021 e de 4,79% em 2022.

O Ministério da Economia também atualizou a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) – utilizado para a correção do salário mínimo. De acordo com a nova grade de parâmetros macroeconômicos da pasta, a estimativa para a alta do indicador neste ano passou de 8,40% para 10,04%. Para 2022, a projeção passou de 3,80% para 4,25%.

A estimativa para a alta do IGP-DI em 2021 passou de 18,00% para 18,66%. Para o próximo ano, a projeção passou de 4,70% para 5,42%.

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