Sábado, 13 de junho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 13 de junho de 2026
O líder do Novo na Assembleia Legislativa de São Paulo, Leonardo Siqueira, protocolou uma representação no TCU solicitando a investigação sobre o pagamento de diárias e ajudas de custo a membros do Ministério Público do Ceará que viajarão aos Estados Unidos durante a Copa do Mundo de 2026.
A ação questiona o repasse de mais de R$ 44 mil em recursos públicos para custear deslocamentos de dois promotores a Miami e do procurador-geral de Justiça do Ceará a Dallas, sob a justificativa de acompanhar protocolos de segurança e organização de grandes eventos esportivos.
Os promotores Dérick Funck Leite e Wander de Almeida Timbó receberam juntos R$ 29.836,98 em diárias e ajuda de custo para uma viagem aos Estados Unidos entre os dias 19 e 25 de junho.
Segundo o Metrópoles, cada integrante foi contemplado com seis diárias internacionais no valor de US$ 485 cada, além de R$ 200 de ajuda de custo.
Já o procurador-geral de Justiça do Ceará, Hebert Gonçalves Santos, teve autorizados R$ 14.572,41 para participar, em Dallas, de uma agenda voltada à preparação da Copa do Mundo Feminina de 2027, competição que será realizada no Brasil.
Investigação aberta
A viagem de promotores à Copa do Mundo passou a ser alvo de apuração da Corregedoria Nacional do Ministério Público (CNMP). O órgão instaurou um procedimento para investigar o pagamento de R$ 44,4 mil em diárias e ajudas de custo autorizadas pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) para participação de membros da instituição em agendas relacionadas à Copa do Mundo de 2026.
A medida foi determinada pelo corregedor nacional do Ministério Público, Fernando Comin, na quinta-feira (11).
A investigação teve início por meio de uma notícia de fato encaminhada ao procurador-geral de Justiça do Ceará, Hebert Gonçalves Santos.
O documento solicita informações detalhadas sobre a autorização das viagens, os participantes envolvidos, os objetivos das agendas, o período de afastamento e os valores pagos em diárias e demais despesas.
Além disso, a Corregedoria Nacional requisitou cópias de relatórios, estudos, justificativas, documentos e eventuais produtos institucionais produzidos ou previstos em decorrência da participação dos integrantes do MPCE nas atividades ligadas ao evento esportivo.
A Corregedoria busca esclarecer os fundamentos administrativos que justificaram as autorizações e os resultados esperados das atividades desempenhadas pelos integrantes da instituição.
Nota do MP
Em nota, o Ministério Público do Ceará afirmou que não existe nenhuma irregularidade nas viagens autorizadas.
Segundo o órgão, os promotores fazem parte de uma comissão do Grupo Nacional de Combate à Violência nos Estádios (GNCOVE), vinculado ao Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público.
A instituição também informou que passagens aéreas, hospedagens e ingressos para os jogos da Copa do Mundo serão pagos pelos próprios membros que participarão das agendas.
De acordo com o MPCE, a experiência adquirida durante os compromissos internacionais deverá contribuir para o planejamento das ações relacionadas à realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil. (Com informações da Veja e Nd+)