Sábado, 13 de julho de 2024

Desde a pandemia de covid, viajar de avião está mais difícil para os brasileiros por causa do aumento do preço das passagens

Desde a pandemia de covid, viajar de avião está mais difícil para os brasileiros devido ao aumento do preço das passagens. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as tarifas subiram 47,24% no acumulado dos últimos 12 meses. Só em dezembro, a alta foi de 8,87%. Os custos dolarizados do setor, a alta dos combustíveis e o endividamento das empresas explicam os preços das passagens e exigem ainda mais estratégias de economias na hora de planejar uma viagem.

A farmacêutica Gabrielly Lessa, de 28 anos, está numa busca incessante por um bilhete de até R$ 600 com as taxas inclusas para um voo direto de Fortaleza (CE), cidade onde mora, para Recife (PE), na sexta-feira de carnaval. Até o momento, os valores que conseguiu encontrar ficam em torno de R$ 1.200 apenas para um trecho e a tendência é de que permaneçam nesse patamar à medida que a data se aproxima.

De acordo com os últimos dados disponíveis da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em outubro de 2023, 2,41 milhões de assentos para voos nacionais foram comercializados pelas companhias aéreas. O volume é 28,9% menor em comparação ao mesmo período de 2019.

Marcus Quintella, diretor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Transportes, aponta a alta dos combustíveis como fator preponderante para as tarifas elevadas: “O custo do combustível no Brasil chega a comprometer de 35% a 40% do custo da passagem aérea. Na Europa, fica em uns 25% e nos EUA em torno de 22% a 23%”.

A demanda reprimida em virtude dos períodos de isolamento social na pandemia e os problemas na fabricação e na manutenção das aeronaves também impedem o barateamento dos bilhetes. “Há uma elevação do custo de manutenção dos aviões. Não há de forma rápida o suprimento de peças em função da pandemia. Isso encarece o custo do setor”, cita o economista Ricardo Coimbra. As companhias aéreas também ficaram mais endividadas em função dos períodos mais críticos da pandemia, que causaram uma queda abrupta da demanda de voos.

A inflação dos preços das passagens aéreas é um problema sentido em todo o mundo. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o preço das passagens aéreas nos EUA registrou alta de 57% de 2019 até o primeiro semestre de 2023, quase o dobro da variação registrada no Brasil no período, de 32%.

Planejamento

Apesar do encarecimento, há mecanismos que os consumidores podem utilizar na hora de planejar a sua viagem e economizar na compra das passagens aéreas. O principal, e possivelmente o mais conhecido, é fazer parte de algum programa de fidelidade de cartão de crédito. Isso porque, à medida que você for comprando, os gastos geram pontos que podem ser convertidos em bilhetes aéreos.

As ferramentas online de monitoramento de preços, como o Google Flights, também ajudam a encontrar as datas em que os bilhetes aéreos estão mais baratos. Além disso, comprar as passagens com antecedência ajuda os consumidores a encontrar preços mais acessíveis.

Segundo um estudo da Onfly, plataforma que oferece gestão de viagens e despesas para empresas, o período ideal para comprar um bilhete aéreo nacional fica em torno de 30 a 40 dias de antecedência da data da viagem.

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