Quinta-feira, 10 de setembro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 10 de setembro de 2026
O IDI-RS (Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul) recuou 2% em julho, registrando 94,2 pontos. O resultado devolveu grande parte da alta de 3% registrada no mês anterior. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Sistema FIERGS.
Conforme o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, o resultado reflete um ambiente de incertezas que dificulta a recuperação do desempenho de forma consistente.
“As tensões políticas e institucionais criam um ambiente hostil ao empreendedor, enquanto a alta do petróleo e os riscos associados ao El Niño adicionam pressões sobre custos e inflação. Esse conjunto de fatores, juntamente com a manutenção dos juros em patamar elevado, torna mais difícil uma retomada consistente da indústria”, ponderou.
A retração do IDI-RS em julho refletiu queda em cinco de seus seis componentes. As principais contribuições negativas vieram do faturamento real e das compras industriais, que recuaram 5,1% e 4,7%, respectivamente. Na sequência, a utilização da capacidade instalada caiu um ponto percentual, enquanto as horas trabalhadas na produção diminuíram 1,1% e o emprego, 0,1%. Apenas a massa salarial real apresentou crescimento na margem, com alta de 0,7%.
A pesquisa aponta ainda que, na comparação com julho de 2025, o IDI-RS recuou 3,5%, mantendo a sequência de resultados negativos nessa base de comparação. O resultado foi influenciado, principalmente, pela queda de 11,2% no faturamento real.
Acumulado do ano
De janeiro a julho, o IDI-RS registrou queda de 4,3%. Todos os componentes do índice apresentam retração no período, com destaque para as compras industriais (-8,8%), o faturamento real (-6,4%) e as horas trabalhadas na produção (-5,4%). Recuaram também o emprego (-1%), a utilização da capacidade instalada (-0,7 ponto percentual) e a massa salarial real (-0,9%).
A queda da atividade industrial permaneceu disseminada entre os segmentos pesquisados, com apenas quatro dos 15 registrando crescimento no acumulado do ano. As principais contribuições positivas vieram de Alimentos (6,2%), Metalurgia (5,5%), Móveis (1,4%) e Têxteis (3,7%). Já Máquinas e equipamentos (-13,5%), Veículos automotores (-6,1%) e Couros e calçados (-4,5%) exerceram as maiores pressões negativas sobre o resultado agregado.