Sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

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Dez casos de Covid são detectados em cruzeiro com milhares de pessoas nos Estados Unidos

Dez casos de Covid-19 foram detectados em um cruzeiro com mais de 3,2 mil pessoas que retornou neste domingo (5) à cidade de Nova Orleans, na Louisiana, informaram as autoridades de saúde do estado americano.

Os casos foram detectados entre membros da tripulação e também entre os passageiros do navio, que é da Norwegian Cruise Line (NCL). A viagem partiu de Nova Orleans em 28 de novembro e fez escalas em Belize, Honduras e México.

O anúncio vem em meio ao surgimento da variante ômicron do coronavírus, que tem preocupado cientistas do mundo todo – ainda não se sabe, entretanto, se ela é mais transmissível do que as outras ou se causa quadros mais graves de Covid.

Também não se sabe se as infecções no navio foram causadas pela nova variante, que já teve casos confirmados nos EUA.

O Departamento de Saúde da Louisiana disse que todos a bordo serão testados para a Covid-19 antes de desembarcar.

“Aqueles que testarem positivo para a Covid-19 viajarão em veículos pessoais diretamente para suas próprias residências ou serão isolados de acordo com os regulamentos atuais em acomodações fornecidas pelo NCL”, tuitou o Departamento de Saúde.
Segundo o monitoramento “Our World in Data”, ligado à Universidade de Oxford, apenas 49% dos moradores da Louisiana estavam completamente vacinados contra a Covid até 4 de dezembro.

O percentual só é maior do que o visto em outros 4 Estados americanos: Mississippi (com 47%), Alabama (com 46,4%), Wyoming (com 46%) e Idaho (com 45,4%).

Cruzeiros

As viagens de cruzeiro haviam sido suspensas nos Estados Unidos em março de 2020, quando as autoridades de saúde emitiram uma ordem para prevenir as infecções por Covid.

Alguns navios de cruzeiro retomaram suas atividades na Europa e outros destinos no ano passado, mas a proibição permaneceu nos Estados Unidos.

O Canadá suspendeu a proibição dos navios de cruzeiro que operam em suas águas no mês passado.

Rio

Começou neste fim de semana a temporada de cruzeiros no Rio de Janeiro. O primeiro navio chegou no sábado (4) ao porto. Ao todo, serão 57 atracações de 22 navios (18 internacionais e quatro nacionais) até o fim da temporada, em maio de 2022.

Durante esse período são esperados aproximadamente 165 mil turistas. Segundo a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos, o turismo marítimo deve injetar US$ 50 milhões na capital fluminense.

O Rio de Janeiro é o estado com maior quantidade de destinos para os viajantes de cruzeiros. Além da capital, as cidades de Búzios, Angra dos Reis, Ilha Grande e Cabo Frio também estão no roteiro.

Antes da pandemia, a expectativa para o porto do Rio era de receber 400 mil turistas entre novembro de 2020 e abril de 2021, o que não aconteceu. Na temporada 2019/2020, foram mais de 357 mil pessoas desembarcando no período de 20 de outubro de 2019 a 15 de março de 2020, sem contar os embarques.

Segundo a associação, em 2019, os cruzeiros foram responsáveis por um impacto de R$ 2,08 bilhões na economia brasileira, além da geração de cerca de 32 mil postos de trabalho diretos e indiretos.

O presidente da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos, Marco Ferraz, disse que é impossível ter a garantia completa de que a nova variante não infectará algum viajante, mas destacou que os protocolos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) seguidos a bordo são muito rígidos e a possibilidade de infecção é mínima nos navios.

Entre as diversas determinações da Anvisa para que os cruzeiros possam ser realizados estão a obrigatoriedade do passaporte da vacinação e a ocupação máxima permitida de 75% do navio.

Preocupadas com a disseminação de novas variantes, por via aérea e terrestre, a Defensoria Pública da União (DPU) e a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPR/RJ) enviaram recomendação para que seja estabelecida a obrigatoriedade da comprovação vacinal para entrada no País de turistas estrangeiros.

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