Sábado, 29 de agosto de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 28 de agosto de 2026
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nessa sexta-feira (28) que a corporação atua com autonomia e sem proteger ou perseguir e defendeu uma atuação técnica e livre de qualquer viés político. A declaração ocorre em meio a questionamentos sobre a atuação da PF em investigações que alcançam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Na última quinta-feira (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista à Globo, que a Polícia Federal (PF) “está vazando coisas para a imprensa” a respeito do caso.
Andrei não citou diretamente a declaração de Lula nem fez referência às investigações sobre tráfico de influência que miram o filho do presidente. A fala do diretor da PF foi feita nessa sexta, durante cerimônia de formação de novos policiais federais, realizada em Brasília. Na ocasião, ele abordou a atuação da instituição, sem mencionar especificamente as declarações do presidente ou o caso envolvendo seu filho.
“Hoje temos uma polícia que atua com autonomia, guiada pela Constituição Federal e pelas leis, pela responsabilidade institucional e compromisso com a Justiça e a sociedade brasileira”, afirmou Andrei no discurso.
“Tenho total tranquilidade em afirmar, sem rodeios, que nesta gestão trabalhamos com transparência e foco na missão institucional, sem proteger ou perseguir, com atuação vigorosa e intransigente no combate ao crime organizado”, acrescentou.
Ele voltou a destacar a atuação da PF durante sua gestão. Segundo Andrei, a imparcialidade é fundamental também para proteger a instituição de ataques, independentemente de sua origem.
Na sequência, o diretor-geral reforçou a necessidade de preservar o caráter técnico das ações da corporação.
“Nunca se esqueçam que a atuação técnica, imparcial, livre de qualquer viés político, é o que nos permite defender nossa instituição de qualquer ataque, não importa de onde venha”, disse.
Andrei Rodrigues disse que a Polícia Federal se consolidou como uma instituição de Estado, moderna e reconhecida internacionalmente.
Segundo o diretor-geral da PF, a corporação atua com rigor e coragem no enfrentamento ao crime organizado, com atenção especial aos integrantes que ocupam o topo das estruturas criminosas.
“Uma polícia moderna, de Estado, que é referência no mundo todo, que enfrenta com rigor e coragem a criminalidade organizada, com foco na elite que financia e lucra com o crime”, disse. (Com informações da Folha de S.Paulo)