Terça-feira, 30 de junho de 2026

Dólar cai a R$ 5,16 com foco em dados de emprego; Bolsa brasileira recua 0,68%

O dólar encerrou o pregão desta terça-feira (30) em queda de 0,23%, cotado a R$ 5,1628, em um dia marcado pela divulgação de indicadores do mercado de trabalho no Brasil e nos Estados Unidos e pelo acompanhamento das negociações envolvendo a crise entre norte-americanos e iranianos. Na contramão da moeda norte-americana, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em baixa de 0,68%, aos 172.024 pontos.

Com o resultado, a moeda americana passou a acumular queda de 0,08% na semana. No mês, porém, registra alta de 2,39%, enquanto no acumulado de 2026 apresenta desvalorização de 5,94% frente ao real.

Já o Ibovespa acumula perda de 0,73% na semana e recuo de 1,01% em junho. Apesar da sequência recente de baixas, o principal índice da B3 ainda registra valorização de 6,76% no acumulado do ano.

O principal fator que movimentou os mercados foi a divulgação de novos indicadores sobre o mercado de trabalho nas duas maiores economias das Américas. Nos Estados Unidos, o relatório Jolts mostrou que o número de vagas de emprego abertas subiu para 7,594 milhões em maio, alta de 9 mil postos em relação ao mês anterior. O indicador é acompanhado de perto pelo mercado por oferecer pistas sobre o ritmo da atividade econômica e da inflação, fatores que influenciam as decisões do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano.

No Brasil, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontou a criação de 73 mil empregos com carteira assinada em maio. Embora o resultado tenha sido positivo, investidores seguem atentos aos próximos passos do Banco Central em relação à política monetária, diante da expectativa de que a taxa básica de juros permaneça elevada por um período mais longo para conter a inflação.

O cenário de juros altos tende a reduzir o apetite por ativos de maior risco, como ações, o que contribuiu para o desempenho negativo da Bolsa brasileira ao longo da sessão.

No mercado internacional, investidores também acompanharam os desdobramentos da crise no Oriente Médio. O acordo firmado entre Estados Unidos e Irã para suspender os ataques e garantir a reabertura do Estreito de Ormuz continuou no radar dos agentes financeiros. A expectativa era de uma nova rodada de negociações entre representantes dos dois países em Doha, no Catar.

Na segunda-feira (29), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã havia solicitado uma reunião para dar continuidade às conversas diplomáticas. “O Irã solicitou uma reunião. Ela acontecerá amanhã em Doha!”, escreveu o republicano na rede Truth Social.

O governo iraniano, entretanto, negou a existência de um encontro programado. O vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, declarou que não havia reuniões previstas entre representantes dos dois países, aumentando as incertezas sobre a continuidade do cessar-fogo firmado no início do mês.

As divergências também influenciaram o mercado de petróleo. Após iniciar o dia em alta, os contratos internacionais inverteram o sinal no fim da tarde. O barril do tipo Brent recuava 0,31%, negociado a US$ 72,92, enquanto o petróleo WTI caía 0,89%, para US$ 70,12. A volatilidade da commodity continua refletindo o receio de novos episódios de tensão na região e seus possíveis impactos sobre a oferta global de petróleo

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Brasil x Noruega: Seleção precisará de feito que nunca conseguiu na história para avançar às quartas
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play