Segunda-feira, 08 de junho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 8 de junho de 2026
O dólar fechou em alta nesta segunda-feira (8), em meio à cautela dos investidores diante da escalada das tensões no Oriente Médio e da expectativa por novos indicadores econômicos no Brasil e nos Estados Unidos. A moeda norte-americana avançou 0,45%, encerrando o dia cotada a R$ 5,1798, após atingir a máxima de R$ 5,1951 durante a sessão.
Com o resultado, o dólar acumula alta de 0,45% na semana e de 2,72% em junho. No ano, porém, a moeda ainda registra queda de 5,63%. Na bolsa de valores, o movimento foi de realização de lucros. O Ibovespa, principal índice da B3, recuou 0,32%, aos 168.471 pontos. O indicador acumula perda de 0,32% na semana e de 3,06% no mês. Em 2026, entretanto, o índice ainda avança 4,56%.
O mercado acompanhou os desdobramentos do conflito no Oriente Médio após Israel e Irã trocarem ataques diretos pela primeira vez desde o cessar-fogo firmado em abril. A nova escalada ocorreu depois que Israel realizou uma ofensiva em Beirute, no Líbano, durante o fim de semana. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra território israelense, provocando novos bombardeios por parte das forças israelenses.
As tensões geopolíticas impulsionaram os preços do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent, referência global, avançou 1,36% e foi negociado a US$ 94,36. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, subiu 0,92%, para US$ 91,37 o barril.
A valorização da commodity preocupa investidores porque pode ampliar as pressões inflacionárias em diversas economias, incluindo o Brasil. Combustíveis mais caros tendem a elevar custos de transporte e produção, afetando a inflação e as expectativas para a política monetária.
No cenário doméstico, o mercado também repercutiu a divulgação do Boletim Focus, do Banco Central. O relatório mostrou que analistas elevaram pela 13ª semana consecutiva a projeção para a inflação brasileira em 2026. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,09% para 5,11%.
Além disso, os economistas reduziram as apostas em cortes mais intensos da taxa básica de juros. A expectativa para a Selic no fim de 2026 subiu de 13,25% para 13,5% ao ano, refletindo a percepção de que a inflação pode permanecer pressionada por mais tempo.
Ao longo da semana, investidores também devem acompanhar a divulgação de novos indicadores de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, além da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), eventos que podem influenciar os mercados globais e o comportamento dos ativos brasileiros nos próximos dias.
No exterior, as atenções seguem voltadas para a tentativa de retomada do cessar-fogo no Oriente Médio. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender um acordo para interromper os confrontos e afirmou que Israel e Irã continuam negociando uma nova trégua, apesar dos recentes ataques.