Segunda-feira, 22 de junho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 22 de junho de 2026
O dólar fechou em queda nesta segunda-feira (22), em meio ao alívio no cenário externo e ao desempenho positivo dos mercados globais. A moeda norte-americana recuou 0,46% e encerrou o dia cotada a R$ 5,1413. Durante a sessão, chegou à mínima de R$ 5,1234. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, avançou 1,31% e terminou o pregão aos 170.365 pontos, renovando um movimento de alta apoiado pelo ambiente internacional.
No acumulado, o dólar registrou variação de +0,46% na semana, alta de 1,96% no mês e queda de 6,33% no ano. O Ibovespa, por sua vez, acumula ganho de 1,21% na semana, recuo de 1,97% no mês e valorização de 5,73% no ano, refletindo a volatilidade recente dos mercados e a sensibilidade a fatores externos.
O desempenho dos ativos foi influenciado principalmente pelas negociações entre Estados Unidos e Irã, que seguem no radar dos investidores. Apesar do aumento das tensões geopolíticas no fim de semana, após acusações de violações de acordos no Oriente Médio e novas ameaças envolvendo possíveis ataques, o avanço das conversas diplomáticas ajudou a reduzir a aversão ao risco nos mercados.
Representantes dos dois países avançaram em uma rodada de negociações realizada na Suíça, o que contribuiu para aliviar parte das preocupações e pressionou para baixo os preços do petróleo. O barril do Brent, referência internacional, caiu 3,31%, encerrando o dia a US$ 77,90. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência dos Estados Unidos, recuou 2,31%, para US$ 74,82.
As tensões no Oriente Médio continuaram no centro das atenções após relatos de novas violações de cessar-fogo envolvendo Israel e o Hezbollah, o que reacendeu preocupações sobre a estabilidade regional. O cenário contribuiu para oscilações no mercado de energia, mas perdeu força ao longo do dia com a retomada do diálogo diplomático.
No campo político internacional, investidores também acompanharam desdobramentos no Reino Unido, após a renúncia do primeiro-ministro Keir Starmer. O premiê vinha enfrentando pressão interna no Partido Trabalhista depois de resultados negativos em eleições locais e deve permanecer no cargo até a escolha de um novo líder.
Na América Latina, as eleições na Colômbia também entraram no radar dos mercados. O candidato de direita Abelardo de la Espriella venceu o segundo turno presidencial com 49,7% dos votos. Em sua campanha, ele defendeu reformas fiscais e maior alinhamento com os Estados Unidos no combate ao crime organizado, fatores que são monitorados por investidores com interesse na região.
Na agenda econômica desta semana, o foco se volta para a divulgação de novos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, além de índices de atividade econômica, como os PMIs, considerados termômetros do nível de expansão ou retração da economia global. No Brasil, também serão divulgados dados do mercado de trabalho e a ata da última reunião do Banco Central, que pode trazer sinais sobre os próximos passos da política monetária.