Quinta-feira, 27 de agosto de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 27 de agosto de 2026
Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 2,45 bilhões em julho deste ano, informou o BC (Banco Central) nesta quinta-feira (27). Trata-se do maior valor já registrado desde o início da série histórica da instituição, em janeiro de 1995.
O recorde anterior havia sido registrado em julho de 2014 (US$ 2,41 bilhões). O aumento de gastos no exterior acontece em um momento de queda na cotação da moeda norte-americana. O dólar fechou julho em R$ 5,0696, com queda de 7,64% na parcial do ano.
Passagens, despesas com hotéis e gastos com produtos e serviços no exterior, por exemplo, são influenciados ou cotados em moeda estrangeira. Com isso, quando o dólar está mais baixo, os brasileiros acabam tendo gastos menores com esses itens.
Também acontece em um mês de férias escolares, considerado “alta temporada”, quando as viagens familiares se intensificam. Outro fator que costuma influenciar os gastos no exterior é o crescimento da economia brasileira. Embora em desaceleração neste ano, a expectativa dos analistas é de nova expansão do PIB (Produto Interno Bruto) em 2026.
No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, as despesas de brasileiros no exterior somaram US$ 15,1 bilhões — valor que também representa recorde histórico para o período.
Contas externas
Ainda de acordo com o BC, o déficit das contas externas brasileiras recuou 9,6% nos sete primeiros meses deste ano. O termo déficit indica que as despesas foram maiores do que as receitas no período.
Segundo a instituição, a conta de transações correntes registrou saldo negativo de US$ 35,97 bilhões de janeiro a julho deste ano, em comparação com um rombo de US$ 39,78 bilhões no mesmo período do ano passado.
O resultado em transações correntes, um dos principais indicadores sobre o setor externo do país, é formado por: balança comercial: que é o comércio de produtos entre o Brasil e outros países; serviços: adquiridos por brasileiros no exterior; e rendas: remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior.
O Banco Central costuma explicar que o tamanho do rombo das contas externas está relacionado com o crescimento da economia. Quando cresce, o país demanda mais produtos do exterior e realiza mais gastos com serviços também. Com a desaceleração da economia, o déficit tende a diminuir. Somente em julho, o déficit em transações correntes somou US$ 8,11 bilhões, contra US$ 6,944 bilhões no mesmo mês do ano passado.