Sábado, 13 de abril de 2024

Donald Trump pode ter seus bens confiscados caso não pague multa de 355 milhões de dólares

A procuradora-geral do Estado de Nova York, Letitia James, ameaçou confiscar os bens do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump caso ele não pague a multa de US$ 355 milhões decorrentes do seu julgamento de fraude financeira.

“Se ele não tiver fundos para pagar o julgamento, então buscaremos mecanismos de execução na corte e pediremos ao juiz para confiscar seus ativos”, disse a procuradora em entrevista à “ABC News”, acrescentando que não hesitaria em confiscar os edifícios de Trump, incluindo seu arranha-céu em Manhattan.

A declaração acontece depois que um juiz de Nova York condenou Trump, seus sócios e dois filhos mais velhos culpados das acusações que o ex-presidente declarou falsamente seu patrimônio líquido para obter empréstimos mais favoráveis. Ele teria fraudado seu patrimônio em até US$ 3,6 bilhões por ano.

Trump e sua equipe jurídica negaram qualquer irregularidade e denunciaram o veredito como politicamente motivado. Eles ainda devem recorrer da decisão.

Para James, o ex-presidente se envolveu “em uma enorme quantidade de fraude” e que “não foi apenas um erro simples, uma leve negligência”. “As diferenças são exageradas e a extensão da fraude foi impressionante”, disse.

Comparação

O ex-presidente Donald Trump se comparou mais uma vez ao líder da oposição russa Alexei Navalny, que morreu aos 47 anos na última sexta-feira (16). Em entrevista na Carolina do Sul, Trump relacionou diretamente um julgamento de fraude civil contra ele ao caso do ativista, recusando-se também a criticar Vladmir Putin. O republicano abordou a morte de Navalny na segunda (19), quando fez o primeiro paralelo entre os casos.

Na metade do programa, a apresentadora Laura Ingraham, da Fox News, perguntou a Trump como ele conseguiria pagar a multa de US$ 355 milhões emitida por um juiz de Nova York na semana passada.

“É uma forma de Navalny”, disse Trump. “É uma forma de comunismo ou fascismo.”

A observação foi feita após uma longa discussão na qual Trump continuou sugerindo que suas dificuldades legais eram, de alguma forma, equivalentes às de Navalny, um opositor ferrenho do presidente russo, Vladimir Putin, que foi perseguido politicamente e preso por acusações que, segundo seus apoiadores, foram forjadas em uma tentativa de silenciá-lo.

Trump não abordou especificamente a morte de Navalny até segunda-feira, quando postou na Truth Social que a situação lembrava seus problemas jurídicos:

“A repentina morte de Alexei Navalny me fez ficar cada vez mais ciente do que está acontecendo em nosso país. É uma progressão lenta e constante, com políticos, promotores e juízes corruptos e radicalmente à esquerda nos conduzindo por um caminho de destruição.”

O ex-presidente enfrenta quatro processos criminais, todos os quais ele atribui ao presidente Joe Biden, embora o atual líder americano não tenha supervisão sobre eles.

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