Domingo, 21 de abril de 2024

É preciso punir grandes empresas que financiam o garimpo ilegal, diz Joenia Wapichana, primeira mulher indígena a comandar a Funai

Nessa sexta-feira, a deputada federal Joenia Wapichana falou sobre a crise humanitária que atinge o povo Yanomami. Joenia é a primeira mulher indígena a assumir a presidência da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em mais de meio século.

Joenia, que também foi a primeira mulher indígena a exercer advocacia no Brasil e a primeira a ser eleita deputada federal, fala sobre o combate ao garimpo ilegal na maior terra indígena do país – um dos muitos desafios que a Funai tem pela frente.

“É preciso realmente punir e responsabilizar quem financia o garimpo, que são as grandes empresas. Empresas que transportam, que compram, que comercializam. (…) É possível, sim, fazer isso acontecer, com a boa vontade política que o governo Lula promete”, conta .

Joenia faz um alerta sobre o sucateamento da Funai no governo Bolsonaro e ressalta a importância do órgão para a proteção dos povos indígenas brasileiros.

“É necessário pensar na Funai como órgão estratégico, que faz a proteção, além dos territórios indígenas, mas da vida dos povos. A Funai é um órgão indigenista federal que, tem na sua responsabilidade, 14% do território brasileiro e lida diretamente com a vida”, explica.

“A prioridade é fazer uma reorganização, fazer uma proposta de plano de carreira e considerar os servidores como servidores que colocam sua vida em risco”, completa.

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