Domingo, 25 de outubro de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 24 de outubro de 2026
No Brasil, a cada quatro anos a população tem o direito de escolher um novo presidente da República. A próxima oportunidade para fazer isso acontece em neste domingo, dia 25. Durante as eleições, todo brasileiro a partir de 16 anos poderá votar, e aqueles entre 18 e 70 são obrigados a participar do processo.
“O voto de cada pessoa vale igual, não importa se é rico, pobre, famoso ou desconhecido. É assim porque o Brasil é uma democracia: quem manda de verdade é o povo”, explica Pedro Markun, jornalista especialista em educação política e um dos autores dos livros “A Eleição dos Bichos” (Companhia das Letrinhas) e “O Livro da Democracia” (Mostarda).
Mas as coisas nem sempre foram assim. Entre 1964 e 1985, o Brasil viveu uma ditadura: os militares tomaram o poder à força e mudaram as regras para não correr o risco de perder a eleição. Nesse período, o povo não votava para presidente, e quem escolhia quem ia mandar no país era um grupo formado só por políticos, em sua maioria alinhados com aqueles mesmos militares que começaram tudo.
Só em 1989 o Brasil voltou a ter eleição direta para presidente, ou seja, quase 30 anos depois da última vez que isso tinha acontecido. “Isso foi possível depois de muita gente lutar e ir às ruas pedir eleições diretas. Aí o voto voltou”, lembra Pedro.
O presidente da República é o cargo mais alto do Poder Executivo, um dos três Poderes do país (os outros dois são o Judiciário e o Legislativo). A pessoa escolhida para esse posto tem bastante poder, mas não manda sozinha. “Ela precisa respeitar as leis, dividir decisões com os outros Poderes e, principalmente, lembrar que o poder não é dela, é do povo”, diz Pedro.
É normal começar a ouvir muitas promessas dos candidatos quando vão chegando as eleições. Mas será que um presidente pode mesmo fazer tudo o que quiser? Para descobrir mais sobre isso, confira a entrevista com Pedro e seus colegas Paula Desgualdo, mestre em educação, e os artistas gráficos Larissa Ribeiro e André Rodrigues, que juntos formam um coletivo artístico chamado Sabichinho.
Lembrando, claro, que não é qualquer um que pode se candidatar a presidente, é preciso ter nascido no Brasil, ter pelo menos 35 anos de idade, fazer parte de um partido político e não ter cometido crimes, porque quem faz isso é condenado e perde esse direito por um tempo. Acompanhe a entrevista com o Coletivo Sabichinho na sequência. (Com informações do jornal A Folha de S. Paulo)