Terça-feira, 15 de setembro de 2026

Eduardo Bolsonaro ameaça levar julgamento do Supremo aos Estados Unidos para pedir novas sanções

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta terça-feira (15) que pretende levar a autoridades dos Estados Unidos registros da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa a possibilidade de abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Segundo Eduardo, a intenção é apresentar o material em Washington e buscar uma nova rodada de sanções contra integrantes da Corte.

“Tudo registrado e pronto para expor em DC onde, se Deus quiser, se iniciará uma nova rodada de sanções”, escreveu Eduardo em uma publicação na rede social X. A referência é a Washington, D.C., capital dos Estados Unidos.

A manifestação ocorreu durante a sessão extraordinária do STF que discute o pedido para investigar Moraes a partir de informações reunidas pela Polícia Federal no caso Banco Master. O procedimento envolve mensagens trocadas entre o ministro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e também questionamentos sobre a atuação do ministro André Mendonça na condução de parte das apurações.

Durante a sessão, Eduardo fez críticas a Moraes, ao ministro Gilmar Mendes e ao ministro Flávio Dino. Em relação a Moraes, afirmou que o magistrado estaria exigindo direitos que, segundo ele, foram negados a réus em processos conduzidos pelo próprio ministro. Eduardo também criticou Gilmar por questionamentos feitos a Mendonça e chamou Dino de “bobo da corte”.

A declaração ocorre antes de reuniões que Eduardo deve realizar em Washington nesta semana para tratar da possibilidade de novas sanções contra Moraes. De acordo com informações divulgadas pela imprensa, a agenda foi articulada com o comentarista político Paulo Figueiredo, que também atua nas discussões sobre medidas contra autoridades brasileiras.

Moraes foi alvo de sanções dos Estados Unidos em 2025 com base na Lei Global Magnitsky. As medidas atingiram o ministro, sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o Instituto Lex, mas posteriormente foram retiradas pelo governo norte-americano.

A possibilidade de novas sanções voltou a ser discutida nos Estados Unidos em meio à crise envolvendo o STF. Segundo informações obtidas pelo UOL com autoridades americanas, o processo que serviu de base para as sanções anteriores contra Moraes continua considerado válido pelo Departamento do Tesouro dos EUA. Uma nova medida dependeria, entre outros procedimentos, de avaliação do Departamento de Estado.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Ministros do Supremo Flávio Dino e Cristiano Zanin votam para julgar Alexandre de Moraes e André Mendonça na mesma sessão
Supremo tem 4 a 2 para unir análise de casos sobre Alexandre de Moraes e André Mendonça
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play