Segunda-feira, 24 de agosto de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 24 de agosto de 2026
Os candidatos à Presidência da República Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) defenderam nesta segunda-feira (24) o fim das plataformas de apostas online no Brasil. As declarações foram feitas em diferentes agendas de campanha.
Renan afirmou que pretende “destruir” as apostas em um eventual governo, enquanto Zema comparou o vício em bets ao consumo de cocaína e defendeu a proibição do setor.
Renan fez a declaração durante uma coletiva de imprensa após um almoço com empresários e investidores na região da Faria Lima, em São Paulo (SP). “As bets serão destruídas no meu governo, não vai ter bet, não vai ter esse crédito consignado fácil comendo o salário das pessoas”, afirmou.
O candidato disse que a medida faria parte de um projeto mais amplo de reformas econômicas que pretende implementar caso seja eleito. Segundo Renan, entre as propostas estão o corte de gastos públicos, a redução de impostos e a diminuição dos juros.
“A economia brasileira pode crescer se a gente tirar o Lula do poder”, declarou.
Romeu Zema abordou o tema durante um encontro com lideranças e fiéis na Igreja Assembleia de Deus Ministério Unção, em Belford Roxo (RJ). A declaração foi divulgada pela CNN.
O ex-governador de Minas Gerais afirmou que os aplicativos de apostas são estruturados para estimular o vício dos usuários e comparou o funcionamento do setor ao tráfico de drogas.
“É o que acontece com a cocaína: você prende um traficante e surge outro no lugar. Mas é dever e obrigação do Estado”, afirmou.
Zema defendeu a proibição total das plataformas de apostas ou, como alternativa, uma redução de pelo menos 50% no volume de apostas.
O candidato classificou o mercado de bets como “uma praga e uma desgraça” e afirmou que pretende utilizar recursos tecnológicos para combater o surgimento de plataformas clandestinas caso uma eventual proibição seja adotada.
“Mercado clandestino sempre vai ter. Não temos pessoas viciadas em cocaína, que é legalmente proibida há décadas?”, questionou.