Sexta-feira, 19 de julho de 2024

Elon Musk quer demitir 10% dos funcionários da Tesla por medo de recessão

Elon Musk afirmou que vai precisar cortar cerca de 10% do quadro de funcionários da Tesla, sua montadora de carros elétricos. Um email enviado pelo presidente da empresa revelou a informação.

A mensagem, intitulada “pause todas as contratações em todo o mundo”, veio dois dias depois que o bilionário disse aos funcionários para retornar ao local de trabalho ou se demitirem, e se soma a um crescente coro de alertas de líderes empresariais sobre os riscos de recessão.

Quase 100 mil pessoas estavam empregadas na Tesla e suas subsidiárias no final de 2021, mostrou um relatório anual da SEC, equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil. A empresa não estava imediatamente disponível para comentar.

Musk alertou nas últimas semanas sobre os riscos de recessão, mas seu email ordenando um congelamento de contratações e cortes de pessoal foi a mensagem mais direta e explícita do chefe da montadora.

Até agora, a demanda por carros da Tesla e outros veículos elétricos permaneceu forte e muitos indicadores tradicionais de desaceleração – incluindo o aumento de estoques e incentivos de revendedores nos Estados Unidos – não se materializaram.

Mas a Tesla tem lutado para reiniciar a produção em sua fábrica de Xangai depois que os bloqueios da covid forçaram interrupções financeiramente caras para a empresa.

Vários analistas reduziram as metas de preços para a Tesla recentemente, prevendo perda de produção em sua fábrica de Xangai, um centro que fornece veículos elétricos para a China e para exportação.

A China respondeu por pouco mais de um terço das entregas globais da Tesla em 2021, de acordo com divulgações da empresa e dados divulgados sobre as vendas no país. Na quinta-feira, a Daiwa Capital Markets estimou que a Tesla tinha cerca de 32 mil pedidos aguardando entrega na China, em comparação com 600 mil veículos da BYD, empresa rival de veículos elétricos naquele mercado.

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