Quarta-feira, 22 de julho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 21 de julho de 2026
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu, nessa terça-feira (21), em um encontro com embaixadores, a participação de observadores internacionais nas eleições de outubro.
Flávio também voltou a levantar suspeitas sobre a confiabilidade do sistema eletrônico de votação. O parlamentar afirmou que o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi alvo de uma punição injusta da Justiça Eleitoral.
Em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou o ex-presidente por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação após a reunião com embaixadores realizada, em julho de 2022, no Palácio da Alvorada. Na ocasião, Bolsonaro utilizou o encontro para apresentar ataques e alegações sem provas contra o sistema eletrônico de votação.
“Não estou questionando o sistema de votação brasileiro. Mas gostaria que todos os países mandassem a maior quantidade possível de observadores para as nossas eleições, como sempre fazem, assim como pessoas que tenham conhecimento sobre essa tecnologia e sobre como o Brasil pode ter eleições mais seguras e transparentes”, afirmou durante evento promovido pela Novo Selo Comunicação e pelo portal The Brazilian Report.
No encontro, Flávio Bolsonaro repetiu alegações já utilizadas por aliados do ex-presidente ao citar suspeitas sobre a empresa Smartmatic, mencionando as eleições venezuelanas. Segundo ele, documentos da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA, na sigla em inglês) apontaram que dispositivos produzidos pela empresa teriam sido utilizados para manipular o pleito de 2012, na Venezuela.
“Só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”, disse o senador.
O TSE já esclareceu, em diferentes ocasiões, que a empresa não fornece urnas nem softwares utilizados nas eleições brasileiras. Segundo a Corte Eleitoral, o sistema eletrônico de votação foi integralmente desenvolvido e é administrado pela própria Justiça Eleitoral.
O senador também relacionou a discussão ao processo que tornou Jair Bolsonaro inelegível. Flávio, no entanto, sustentou que a iniciativa do pai buscava apenas discutir a transparência do processo eleitoral.
“Jair Bolsonaro está inelegível após uma reunião com os embaixadores. Alguém que tinha uma preocupação com a transparência e a segurança do nosso sistema eleitoral, e apenas manifestou suas preocupações para que os embaixadores levassem essa preocupação para os seus países”, disse.
Desburocratização
No mesmo evento, o pré-candidato apresentou propostas para a área econômica e defendeu mudanças nas regras de licenciamento ambiental. Segundo ele, a redução da burocracia pode ampliar investimentos e impulsionar a exploração de petróleo e de terras raras no país.
“Com a desburocratização e a celeridade dos licenciamentos ambientais, principalmente, eu acho que o Brasil tem um grande mercado para avançar, que é na exploração de petróleo e também na exploração de terras raras”, afirmou.
Flávio também disse acreditar que uma eventual vitória nas urnas teria impacto imediato sobre a percepção do mercado e provocaria uma redução da taxa básica de juros.
“Eu tenho a convicção de que, a partir do dia em que eu for declarado presidente da República, as taxas de juros já cairão alguns pontos imediatamente”, declarou. (Com informações do portal Metrópoles)