Sexta-feira, 01 de julho de 2022

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Em um mês, novas infecções caem em um terço nos Estados Unidos

Mesmo tendo chegado à marca de 700 mil mortes pela covid-19 há poucos dias, os Estados Unidos estão presenciando um recuo do vírus. Desde 1º de setembro, o número de novos casos por dia caiu em 35%.

Depois de a variante delta e a resistência à vacinação provocarem um aumento das infecções, os EUA tiveram uma média móvel de casos de 107.312 no domingo, em comparação com os 166.135 registrados há um mês, segundo dados do site Our World in Data, da Universidade de Oxford.

Além da queda no número de casos, a quantidade de infecções graves pela covid nos Estados Unidos também está diminuindo. Desde 1º de setembro, o número de americanos hospitalizados com o vírus caiu cerca de 25%. Desde 20 de setembro, as mortes diárias caíram em 10%.

Os motivos para a queda, no entanto, não são claros, e não há garantias de que essa tendência será mantida. A queda recente ocorreu quando milhões de crianças americanas voltavam às aulas, e sem que houvesse um aumento significativo na vacinação.

Em agosto, foram aplicadas em média 792.631 doses por dia nos EUA, enquanto entre 1º de setembro e 3 de outubro foram 817.450, quantidade ainda baixa em comparação às cerca de 3 milhões de doses aplicadas por dia em abril. Hoje, 64% da população americana receberam pelo menos uma dose da vacina e 55,15% estão totalmente imunizados. No início de setembro, estes números eram de respectivamente 61,1% e 51,91%.

As explicações mais plausíveis para a redução dos casos, de acordo com cientistas ouvidos pelo The New York Times, envolvem alguma combinação da biologia do vírus e de redes de transmissão. Talvez, cada variante do vírus tenha uma probabilidade maior de infectar algumas pessoas, mas não outras — e, depois que muitos dos mais vulneráveis já foram expostos, o vírus retrocede.

O andamento da vacinação segue lento mesmo com uma ordem do governo Biden de 10 de setembro, que tornou obrigatória a vacinação de dezenas de milhões de americanos.

O número inclui funcionários do governo federal e prestadores de serviço, trabalhadores do setor da saúde nos sistemas públicos Medicare, para os mais pobres, e Medicaid, para os idosos, e de empresas privadas com mais de 100 funcionários — neste caso, os trabalhadores teriam que ser imunizados ou testados semanalmente.

Em alguns casos, a iniciativa de obrigar as pessoas a se vacinarem parece estar funcionando, como na área da saúde. Em Nova York, por exemplo, a governadora Kathy Hochul disse que 92% dos mais de 625 mil profissionais de saúde do Estado foram imunizados, em comparação a 73% em 16 de agosto.

Mesmo assim, há uma expectativa de que a obrigatoriedade da vacinação aumente o número de americanos imunizados. A provável autorização da vacina Pfizer para crianças de 5 a 11 anos também deve aumentar o número de doses aplicadas. Além disso, cerca de metade dos americanos provavelmente já teve contato com o vírus, o que lhe dá alguma imunidade natural.

Tudo isso leva alguns especialistas a acreditarem que outra onda de infecções como a da Delta não seja possível, como Scott Gottlieb, ex-chefe da Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês):

“Tirando algo inesperado, eu sou da opinião de que esta é a última grande onda de infecção”,  disse ele.

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