Terça-feira, 16 de agosto de 2022

Entenda os fatos comentados pelo presidente Jair Bolsonaro com os embaixadores

O material que foi compartilhado por Bolsonaro quarta-feira (4), com 210 páginas, contém parte do inquérito, que tramita de forma sigilosa e mostra detalhes, relatados pela apuração interna do próprio TSE, sobre como o hacker invadiu o sistema e obteve “dados sensíveis” do tribunal, segundo seus próprios técnicos. Assim, o presidente não fez insinuações, mas comentou fatos, defendendo o aperfeiçoamento do sistema para torná-lo menos vulnerável.

Tudo teve início no dia 6 novembro de 2018, segundo uma cronologia feita pela Gazeta do Povo, quando o jornalista Felipe Payão, do site de notícias TecMundo, encaminhou ao TSE um e-mail que recebeu de um hacker. Na mensagem, o hacker relatava ter explorado, por meses e de forma remota, a rede interna do tribunal.

“Com isso, obtive milhares de códigos-fontes, documentos sigilosos, e até mesmo, credenciais, sendo login de um ministro substituto do TSE (Sérgio Banhos), e diversos técnicos, alguns sendo ligados a alta cúpula de TI [setor de Tecnologia de Informação] do TSE, ligado ao pai das urnas (Giuseppe Janino)”, dizia o e-mail.

Ele contou que os técnicos do tribunal chegaram a notar um “tráfego suspeito”, mas não conseguiram interromper sua navegação dentro da intranet da Corte.

No e-mail, anexou ainda várias imagens para comprovar a invasão, contendo trechos de sistemas de preparação da urna eletrônica. Disse, por fim, que obteve “documentos sigilosos que podem comprometer o pleito” e “milhares de outros códigos”. A então presidente do TSE, ministra Rosa Weber, determinou a abertura de investigação, que gerou o inquérito da Polícia Federal mencionado por Jair Bolsonaro.

O ex-presidiário evita comparecer à própria convenção do seu partido

O ex-presidiário Lula, que tem evitado aparições públicas, sequer vai participará da convenção em que o PT vai oficializar a sua sexta candidatura à Presidência da República na próxima quinta-feira (21), em São Paulo. Para justificar a ausência na convenção que lançará sua candidatura, o ex-presidiário anuncia que terá outro compromisso em Recife, no mesmo dia.

O que motiva muitas candidaturas desconhecidas

A enxurrada de pré-candidatos à presidência da República, traz ao eleitor a informação sobre nomes e partidos totalmente desconhecidos outros conhecidos, mas inviáveis, sem qualquer perspectiva de sucesso eleitoral. Mas, nos bastidores, estas candidaturas têm uma razão de ser. As candidaturas são a forma dos partidos utilizarem os recursos do Fundo eleitoral. Sem candidato, não há justificativa para uso destes recursos. No primeiro turno, o TSE está fixando o teto de gastos de R$ 89 milhões, e no segundo turno os partidos podem gastar até R$ 44,4 milhões. No total, serão R$ 133 milhões para gastar, justificando despesas eleitorais.

Vitória da minoria na reunião de prefeitos do MDB

O fenômeno da alta abstenção de 53% de eleitores, que recentemente no Chile permitiu eleição de um candidato de extrema-esquerda, Gabriel Boric, à presidência da República, demonstra como a omissão dos eleitores se reflete nas escolhas eleitorais. Na última segunda-feira, o fenômeno da indiferença e da abstenção de prefeitos do MDB resultou na vitória de uma minoria favorável à retirada da candidatura própria ao governo do Estado. Dos 260 prefeitos e vice-prefeitos do MDB, apenas 62 compareceram ao encontro que aprovou por 52 a 10, o apoio ao ex-governador Eduardo Leite, do PSDB.

Alguns aliados mais atrapalham que ajudam o ex-presidiário

Alguns aliados do ex-presidiário Lula ajudariam mais se ficassem calados. É o caso do ex-deputado Jean Wyllys, suspeito de ter vendido o mandato para David Miranda (Psol-RJ), marido de Glenn Greenwald, jornalista responsável pelo vazamento de supostas mensagens entre Sérgio Moro e Deltan Dallagnol. Jean disse à Carta Capital em Barcelona, que “o Lula vencendo, eu volto porque eu vou fazer parte da reconstrução”.

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