Sábado, 18 de abril de 2026

Envolvido no maior escândalo do País, o Banco de Brasília corre o risco de ser privatizado

Relatórios e auditorias internas do Banco de Brasília (BRB), determinadas após o afastamento do então presidente Paulo Henrique Costa, mostraram que carteiras de crédito adquiridas do Banco Master tinham problemas graves, que incluíam até dados falsos dos titulares das operações

As operações com o Master causaram prejuízo ainda não calculado ao BRB. No fim do mês passado, o banco anunciou que não divulgaria o balanço consolidado de 2025 dentro do prazo legal, o que ampliou no mercado a incerteza sobre situação financeira da instituição financeira estatal

A atual gestão do BRB determinou uma auditoria que ainda não concluiu os trabalhos. Ao mesmo tempo, o governo do Distrito Federal (DF) se movimenta para injetar dinheiro no banco, com a venda de imóveis e tratativas para conseguir recursos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e da União para salvar o banco.

Privatização

Autoridades do governo federal e do governo do DF passaram a considerar a privatização como a única saída para a crise do BRB. O DF enfrenta dificuldades para conseguir um empréstimo bilionário para fazer um aporte na instituição a menos de 45 dias do prazo para aumentar o capital. Procurado, o BRB negou que a privatização do banco esteja em pauta. “O BRB segue sólido e operando normalmente”, disse em nota.

A instituição enfrenta dificuldades após adquirir carteiras de crédito fraudadas do Master em meio a uma tentativa de comprar o banco de Daniel Vorcaro, mas a operação foi vetada pelo Banco Central (BC).

Com um rombo em seu balanço, o BRB precisa receber um aporte do seu controlador, o governo do Distrito Federal, para continuar operando. O governo do DF tem até 29 de maio para obter os recursos.

Se não conseguir os valores, restariam duas opções: a entrada de outro acionista que contribua para aumentar o capital do banco (efetivamente, levando à privatização) ou a liquidação pelo BC, ou seja, o fechamento do banco.

Em nota, banco estatal do Distrito Federal diz que “segue sólido e operando normalmente”.

O último banco público privatizado no Brasil foi o Banco do Maranhão, em 2004, comprado pelo Bradesco.

A governadora do DF, Celina Leão (PP), tem dito a aliados que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) está “de portas fechadas” e pressiona, junto ao mercado e ao próprio Banco Central, pela privatização do BRB. (Com informações de O Estado de S. Paulo)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Queda dos preços do petróleo fez a Petrobras perder um quarto de todo o valor de mercado conquistado desde o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play