Domingo, 30 de agosto de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 30 de agosto de 2026
O ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), Carlos de Almeida Baptista Júnior, rebateu o candidato Flávio Bolsonaro (PL) de que ele estaria fazendo campanha para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração de Flávio foi feita durante entrevista.
Para Baptista Júnior, a fala foi uma forma de evitar a pergunta dos jornalistas sobre a tentativa de golpe de Estado, na qual o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele chamou a atitude de “leviandade” por parte de um candidato à Presidência.
“A leviandade de dizer que faço campanha para a reeleição do presidente Lula, apresentada para não abordar a verdadeira pergunta colocada no debate de ontem, na Globo, é antes de tudo, uma ferramenta para fugir da responsabilidade de respondê-la — algo entendido na figura de filho, mas não de alguém que se proponha a nos presidir”, disse Baptista Júnior por meio de seu perfil no X.
Flávio foi questionado sobre depoimentos de generais que fizeram parte do governo Bolsonaro e que basearam o processo que condenou o ex-presidente e outros integrantes do gabinete.
Segundo o candidato, depoimentos como os do brigadeiro Baptista Júnior e do general Freire Gomes, que mencionaram que houve um risco iminente de golpe de Estado e pressões para que militares aderissem a uma ruptura institucional, não eram graves.
“Não é grave porque está partindo de uma pessoa como esse comandante da Aeronáutica, que hoje está pedindo voto para Lula. Uma pessoa completamente parcial para falar sobre o presidente Bolsonaro”, disse.
Em resposta, Baptista Júnior disse ainda que seu livro, “Eu disse não! Uma trincheira antigolpista”, e seu testemunho no STF não tiveram relação com Flávio. “Talvez seja prudente aguardar, ler o livro e refletir, antes de outra entrevista”, disse o brigadeiro.
‘Tem pouco preso no Brasil’, diz Flávio Bolsonaro
O candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) se encontrou, neste domingo (30), com o ministro de Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro, com quem discutiu ideias para o combate do crime organizado.
Flávio disse que pretende se inspirar no país da América Central, sobretudo na ampliação de presídios e no endurecimento da legislação penal, e defendeu que o Brasil prenda mais do que já prende atualmente — a população carcerária era de 964.074 pessoas no fim de 2025, segundo dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), um número 6% maior do que em 2024. Com informações dos portais G1 e O Globo.