Segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Exportação brasileira de carne bovina sobe 6,5% em julho, diz associação

As exportações totais de carne bovina do Brasil, considerando o produto in natura e processado, alcançaram 203.742 toneladas em julho, alta de 6,25% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a receita saltou 21,8%, informou nesta quinta-feira (4) a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

Na esteira da alta de preços das commodities no exterior, o País obteve 1,231 bilhão de dólares com os embarques de julho, versus 1,010 bilhão de dólares no sétimo mês de 2021.

A Abrafrigo alertou, no entanto, que o avanço no volume de vendas do mês passado tem ritmo menor do que o registrado no início do ano.

A exportação da proteína chegou a crescer 46% em fevereiro, por exemplo. A entidade não detalhou porque houve esta desaceleração de crescimento ao longo dos meses.

No acumulado dos sete primeiros meses do ano, as exportações totais de carne bovina atingiram 1,29 milhão de toneladas, avanço de 20,65% ante igual período de 2021. A receita, por sua vez, aumentou 46,65%, para 7,47 bilhões de dólares.

“Entre os 20 maiores clientes do Brasil, a China vem na primeira colocação com um aumento de 50,07% nas suas compras”, disse a Abrafrigo em nota.

Os embarques para o país asiático acumulados em sete meses passaram de 493.686 toneladas em 2021 para 665.014 toneladas até julho deste ano. A receita saiu de 2,5 bilhões de dólares para 4,64 bilhões de dólares.

Na segunda posição entre os importadores, os Estados Unidos aumentaram suas compras em 118,9% até julho: elas passaram de 52.935 toneladas em 2021 para 115.899 toneladas em 2022.

A receita subiu 61,9%, para 638 milhões de dólares. Com isso, a participação norte-americana nas exportações totais do Brasil subiu de 4,9% para 9%.

O levantamento da Abrafrigo tem como base dados compilados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Produtos

Os principais produtos exportados pelo Brasil para a América do Sul são automóveis (11%) e autopeças (9,6%), para a Argentina; adubos (5%), máquinas agrícolas (4,6%) e automóveis (3,7%), para o Paraguai; automóveis (8,2%), pick-up (6%), carne bovina (4,9%) e carne suína (4,5%), para o Uruguai; petróleo (28%), para o Chile; barras de ferro (10%), para a Bolívia; petróleo (23%), para o Peru; automóveis (16%), para a Colômbia; automóveis (9,1%), laminados (6,9%) e polímeros (5,1%), para o Equador; e açúcar (18%), gorduras e óleos vegetais (17%) e produtos comestíveis (11%), para a Venezuela.

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