Domingo, 25 de fevereiro de 2024

Extremista preso em Brasília pesquisou por “dinamite” na Shopee

Um histórico de buscas da Shopee, aplicativo de e-commerce, mostrou que o extremista George Washington de Oliveira Sousa, de 54 anos, tentou comprar dinamite pela internet.

Sousa foi preso na véspera de Natal, em Brasília, portando um fuzil, duas espingardas, caixas de munição e explosivos. Na manhã do mesmo dia, a polícia havia encontrado uma bomba em um caminhão no Aeroporto de Brasília, cuja autoria foi assumida por ele.

As investigações mostraram que o grupo radical instalado na capital planejava impedir a posse do presidente Lula (PT) a partir de atentados no aeroporto e em uma estação de energia em Taguatinga.

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o acusado fez diversas buscas por dinamites na internet, inclusive na gigante do varejo.

A análise do celular de Sousa também mostrou que ele pesquisou por matérias jornalísticas relacionadas à descoberta das bombas no aeroporto.

Às autoridades, Souza disse que aguardava na capital “o acionamento das forças armadas para pegar em armas e derrubar o comunismo”.

Cúmplices

Outro indiciado pela tentativa de explosão de bomba próximo é o blogueiro Wellington Macedo de Souza, que se encontra foragido. Segundo o depoimento de Washington, Alan teria sido o responsável por levar a bomba até a Estrada Parque Aeroporto, onde o artefato foi encontrado pela Polícia Militar do Distrito Federal.

Wellington foi assessor da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. Ele também teve um cargo comissionado na Diretoria de Promoção e Fortalecimento de Direitos da Criança e do Adolescente entre fevereiro a outubro de 2019.

Com forte presença nas redes sociais, Wellington teve a prisão decretada por Alexandre de Moraes por incentivar atos antidemocráticos no dia 7 de setembro de 2021. Desde então, cumpria prisão domiciliar e usava tornozeleira eletrônica. Mesmo assim, em 2022 concorreu a um cargo na Câmara dos Deputados pelo PTB.

De acordo com o delegado da Polícia Civil do Distrito Federal, Leonardo de Castro Cardoso, o cearense teve participação direta nos ataques contra o prédio da Polícia Federal em Brasília no dia 12 de dezembro do ano passado. Na ocasião, radicais tentaram invadir prédio da PF e incendiaram veículos.

Além de Souza e Wellington Macedo, Alan Diego dos Santos foi indiciado por participar do plano de atentado. A Justiça do DF publicou o aceite da denúncia do Ministério Público, que pede a condenação do trio de comparsas pelo crime de explosão, que pode render até seis anos de cadeia.

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