Sexta-feira, 01 de julho de 2022

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Facebook remove live em que Bolsonaro associa vacina contra o coronavírus à Aids

O Facebook tirou do ar a live do presidente Jair Bolsonaro em que ele compartilha uma informação sobre a suposta relação entre as vacinas contra a Covid-19 e o desenvolvimento da Aids em pessoas infectadas pelo HIV. A remoção do vídeo se estende à conta do presidente no Instagram.

A transmissão virtual foi ao ar na última quinta-feira (21) e estava disponível para reprodução, como acontece com os conteúdos semelhantes. De acordo com o presidente, a informação se refere a pessoas totalmente vacinadas contra o coronavírus, ou seja, que tomaram a segunda dose ou a dose única há mais de 15 dias.

“Só vou dar a notícia, não vou comentar. Já falei sobre isso no passado, apanhei muito. Vamos lá: ‘Relatórios oficiais do governo do Reino Unido sugerem que os totalmente vacinados […] estão desenvolvendo síndrome da imunodeficiência adquirida muito mais rápido do que o previsto’. Recomendo, leiam a matéria, não vou ler aqui porque posso ter problema com a minha live, não quero que caia a live aqui, quero dar informações”, afirmou Bolsonaro durante a transmissão, sem citar a fonte da matéria.

Em nota divulgada no sábado (23), o Comitê de HIV/Aids da Sociedade Brasileira de Infectologia esclareceu que “não se conhece nenhuma relação” entre qualquer vacina contra a Covid-19 e o desenvolvimento de Aids. “Repudiamos toda e qualquer notícia falsa que circule e faça menção a essa associação inexistente”, diz a nota.

O comitê recomendou ainda que as pessoas que vivem com o HIV devem ser completamente vacinadas contra a Covid-19, inclusive com a liberação da dose de reforço (terceira dose) para todos que receberam a segunda aplicação há mais de 28 dias. Pessoas imunossuprimidas estão recebendo o reforço contra a Covid-19 nesse intervalo de tempo, conforme prevê o Ministério da Saúde, assim como os idosos e profissionais de saúde que tomaram a vacina há mais de seis meses.

Nesta segunda-feira (25), em entrevista a uma rádio, o presidente disse que leu sobre a pesquisa em uma reportagem da revista Exame publicada na semana passada. Bolsonaro também compartilhou nas redes sociais uma publicação do seu filho Carlos Bolsonaro em que o vereador critica a repercussão. “A que nível chega o $istema: o “meio de comunicação do bem” chamado @exame divulga a informação e o atacado é quem leu sua matéria! O alvo será a revista ou o leitor? Precisa responder? Tem método!”, diz a postagem.

A matéria em questão, entretanto, foi publicada pela Exame em outubro de 2020, quando as vacinas ainda estavam em desenvolvimento. A notícia foi atualizada nesta segunda-feira e destaca que os cientistas se basearam em análises feitas em 2007 com um adenovírus específico usado na pesquisa de vacinas contra o HIV.

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