Segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

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Família ainda não mexeu em diário de Marília Mendonça

A família de Marília Mendonça deve contratar um especialista para auxiliar o processo de restauração do diário mantido pela cantora sertaneja e que foi descoberto entre os destroços do avião bimotor que caiu no dia 5 de novembro, matando a artista de 26 anos e outros quatro tripulantes. Até agora, o caderno não foi aberto por ninguém.

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“A gente ainda não o abriu. Mas com certeza tem bastante coisa ali. Bastante coisa pessoal, e muita letra de música. A gente está preservando isso para abrir no momento certo. Não sabemos quando teremos peito e cabeça para abrir esse caderno”, conta João Gustavo, irmão de Marília Mendonça.

“Quando a gente fizer isso, eu tenho certeza que a primeira coisa que a gente vai fazer é divulgar se a gente vai gravar essas músicas, se a gente vai terminar o que falta terminar… Tenho certeza que há muita coisa boa ali.”

O que se sabe, até o momento, é que o diário continha, além de anotações pessoais, dezenas de rascunhos de letras antigas e novas.

Desde a adolescência, Marília mantinha o hábito de colecionar cadernos.

“Como o diário está deteriorado e foi encontrado muto molhado, ainda não é possível afirmar com exatidão o que tinha ali. A família está fazendo esse levantamento de maneira pormenorizada”, revela o advogado Maurício Carvalho. “Esse era um diário escrito por ela, e agora a própria família está cuidando disso. Tinham várias letras ali dentro: letras antigas, letras novas…”

O advogado foi a primeira pessoa a reconhecer os corpos de Marília Mendonça e dos demais passageiros do avião bimotor após a tragédia ocorrida na região de Piedade de Caratinga, em Minas Gerais. Além da cantora e compositora, estavam na aeronave o tio e assessor dela, Abiceli Silveira Dias Filho, o produtor Henrique Ribeiro, o piloto Geraldo Martins de Medeiros e o co-piloto Tarciso Pessoa Viana.

“Havia o medo de a cachoeira levar o avião, que estava num lugar muito instável, impossibilitando o recolhimento de todos os objetos. Quando chegamos lá, encontramos passaportes, documentos, celulares ainda recebendo mensagens, iPads, a sandália dela, roupas…”, relembrou Maurício Carvalho, em entrevista recente. “Foi muito triste e impactante olhar aquilo tudo, as roupas. Colocamos dentro do nosso avião e trouxemos conosco.”

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