Quarta-feira, 01 de dezembro de 2021

Fãs visitam túmulo de Marília Mendonça um dia após enterro

No dia seguinte ao enterro da cantora Marília Mendonça, fãs da artista foram até o Cemitério Parque Memorial de Goiânia, neste domingo (7), para ver o túmulo dela e prestar uma última homenagem.

A dona de casa Edna Alves, 29 anos, estava no cemitério para o enterro de um sobrinho, mas tirou um tempo para ir ao túmulo de Marília. Ela estava acompanhada da filha Jamilly, 8, que adora as músicas da artista, morta em um acidente aéreo aos 26 anos.

“Não teve quem não sentisse [a morte da Marília]. A gente se põe no lugar dela, ainda mais porque ela tinha filho pequeno. É muito triste. Ela era tão jovem. A gente ainda não acredita. Deixou o mundo inteiro triste”, lamentou Edna. “Ela se foi, mas vai permanecer no nosso coração. A música dela fará ainda mais sucesso a partir de agora”, completou.

Fanático por música sertaneja, o vendedor Fabio Augusto Urbanski, 30, disse ainda não acreditar na morte de Marília. “Ela é o tipo de pessoa que a gente queria ser amigo. É uma dor muito grande. A impressão que dá é que estamos em um pesadelo que nunca vai acabar. Só tenho a desejar muita força para a família”, comentou.

Marília Mendonça, de 26 anos, morreu na tarde desta sexta-feira (5) após a queda do avião em que estava, na serra de Caratinga, em Minas Gerais. A artista, que lançou o primeiro EP em 2015, foi responsável por colocar as mulheres como protagonistas na música sertaneja.

A artista nasceu em 22 de julho de 1995, em Cristianópolis, Goiás, e deu os primeiros passos na música por meio da igreja que frequentava. Com apenas 12 anos de idade, a sertaneja já se destacava como uma grande compositora.

Em 2015, Marília, com apenas 20 anos, gravou o primeiro DVD, com direção musical de Eduardo Pepato. Em pouco tempo, o projeto se transformou em um fenômeno e conquistou o Brasil. À época, ela estourou com músicas como Sentimento Louco e Infiel – canção que chegou a ficar entre as mais tocadas em 2016.

Sepultamento

O público ficou impedido de entrar no cemitério durante o sábado, já que a cerimônia de sepultamento foi reservada à família e a amigos da cantora, mas a entrada no cemitério foi liberada neste domingo.

Sobre o túmulo de Marília Mendonça, muitas coroas de flores foram colocadas por artistas. Uma delas tinha formato de violão, instrumento que a cantora tocava.

Coroas mandadas pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), e por já tradicionais nomes do sertanejo, como Zezé Di Camargo e Luciano, Chitãozinho e Xororó e Bruno e Marrone, estavam ao lado de nomes que despontaram no gênero musical por volta da mesma época que Marília, como Henrique e Juliano, Marcos e Belutti, Israel e Rodolffo e Maiara e Maraísa, amigas próximas e parceiras de trabalho de Marília no projeto “Patroas”.

Durante o velório da cantora, esses arranjos foram colocados ao redor do espaço destinado à família e amigos próximos e em parte de uma das arquibancadas da Goiânia Arena.

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