Sábado, 27 de novembro de 2021

Filiação de Bolsonaro ao PL pode dificultar alianças

À primeira vista a filiação de Jair Bolsonaro ao PL de Cláudio Castro é notícia
boa para o governador do Rio que pretende se reeleger pelo partido no ano que vem. A costura que o ocupante do Palácio Guanabara faz para manter a cadeira em 2022 inclui um arco amplo de alianças de partidos de centro direita e direita.

O vácuo de poder deixado pela prisão das principais lideranças políticas estaduais nos últimos anos e o caixa gordo resultante da venda da Cedae possibilitaram ao governador até então tido como ocupante acidental da cadeira ganhar terreno político com alguma facilidade.

Em maio, assim que assumiu definitivamente no lugar de Wilson Witzel, Castro compôs seu secretariado com nomes de partidos fortes na Assembleia Legislativa.

Nesse arranjo, o deputado Max Lemos, do PSDB, foi nomeado secretário de
Obras, enquanto Patrick Welber, presidente estadual do Podemos, ficou com a
pasta do Trabalho. Até a semana passada esses dois partidos falavam abertamente que apoiariam os planos de reeleição do governador do Rio.

Nos corredores do Palácio Guanabara, contudo, há quem diga que o arranjo
local com as siglas pode melar quando o presidente e seus filhos desembarcarem no PL.

Ninguém sabe ainda se os presidenciáveis Sergio Moro, no Podemos, e o
concorrente tucano que sairá das prévias no domingo (21) – João Doria, Eduardo Leite e Arthur Virgílio – ficarão à vontade tendo correligionários seus em cargos no governo que é ligado ao seu principal rival nas urnas.

Deputados

Em meio a conversas sobre a filiação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Partido Liberal (PL), o partido já teria considerado a saída de ao menos cinco deputados que não concordam com a junção, segundo informações da CNN Brasil.

Dois dos deputados seriam do PL da Bahia, onde o PT tem muita força e, por isso, ainda segundo a apuração, seria muito difícil para eles fazerem campanha com um partido que estampa Jair Bolsonaro.

De acordo com a rede de TV, o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos, não estaria nessa conta dos cinco deputados que deixariam o PL. Ramos voltou ao Brasil nesta quinta-feira (18), após a participação na Conferência do Clima (COP-26), e conversaria com o partido nos próximos dias.

Ao menos 20 deputados devem sair do PSL para o PL após a filiação de Bolsonaro, o que anima o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, devido ao aumento na bancada do partido.

Cerimônia adiada

No último domingo (14), o Partido Liberal divulgou nota anunciando o cancelamento da cerimônia de filiação do presidente Jair Bolsonaro, inicialmente marcada para segunda-feira (22).

De acordo com o partido, não há, ainda, uma nova data para o compromisso de filiação.

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