Segunda-feira, 31 de agosto de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 31 de agosto de 2026
O número de imóveis residenciais financiados no Brasil cresceu 6,6% no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. Ao todo, foram 507.299 unidades financiadas entre janeiro e junho, contra 475.748 nos seis primeiros meses de 2025. Os dados são da Trillia, linha de negócios da B3 voltada a dados, analytics e inteligência artificial.
O avanço foi impulsionado principalmente pelo financiamento de casas. O número de unidades passou de 255.776 no primeiro semestre de 2025 para 285.900 no mesmo período deste ano, uma alta de 11,8%. Já os apartamentos apresentaram estabilidade, com crescimento de 0,6%, passando de 219.972 para 221.329 unidades financiadas.
O levantamento também mostra que os compradores financiaram, em média, 64,8% do valor dos apartamentos e 62,8% do preço das casas. Dessa forma, a entrada média ficou acima de 35% do valor dos imóveis nos dois segmentos.
“Na média de janeiro a junho, o brasileiro financiou 64,8% do valor dos apartamentos e 62,8% do valor das casas. Isso significa que, na média, quem comprou algum desses tipos de imóveis deu entrada superior a 35% do valor para fazer a aquisição”, afirmou Daniel Takatohi, superintendente de Produtos da Trillia.
Entre as modalidades de crédito, o Sistema Financeiro da Habitação (SFH) foi responsável pela maior parte das operações. O sistema representou 58% dos contratos de apartamentos e 63,4% dos financiamentos de casas no primeiro semestre. A modalidade é voltada principalmente para a aquisição da moradia e segue regras estabelecidas pelo governo.
O Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), utilizado principalmente para imóveis que não se enquadram nas regras do SFH, respondeu por 40% dos contratos de apartamentos e 32,9% dos financiamentos de casas. Já o home equity, modalidade em que um imóvel quitado é utilizado como garantia para a obtenção de crédito, representou 2,9% das operações envolvendo apartamentos e 3,8% das realizadas para casas.
O Estado de São Paulo liderou o financiamento de imóveis residenciais no primeiro semestre de 2026, concentrando 34,7% das operações realizadas no país. O Estado respondeu por 28,4% dos financiamentos de apartamentos e 39,6% dos contratos de casas.
Na divisão por regiões, o Sudeste concentrou 48,7% de todos os financiamentos residenciais realizados no período. A região foi responsável por 41,6% das operações envolvendo apartamentos e por 54% dos financiamentos de casas.
Os dados da Trillia são obtidos a partir do ecossistema da B3, que acompanha os contratos e as garantias das operações de crédito imobiliário. O registro eletrônico permite dar maior rastreabilidade às informações e contribui para evitar a duplicidade de registros das garantias utilizadas nos financiamentos.