Segunda-feira, 07 de setembro de 2026

Flávio Bolsonaro reúne apoiadores em São Paulo para ato do 7 de Setembro e volta a atacar o ministro Alexandre de Moraes

O candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) reuniu apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, nessa segunda (7), em um ato marcado por ataques ao ministro Alexandre de Moraes e elogios ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Usando o ato do Dia da Independência como comício, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez um discurso atrelando o presidente Lula (PT) a Moraes, pediu o impeachment do ministro e acusou possíveis “interferências na eleição”.

Nas ruas, as camisas, placas e falas citavam principalmente o ministro Alexandre de Moraes e Lula. Manifestantes pediam a prisão do magistrado e do atual presidente, reclamavam da economia e pediam ajuda internacional dos Estados Unidos em temas domésticos.

Balões e bonecos do presidente Lula preso ou subjugado por Donald Trump circularam pela avenida. Quando André Mendonça era citado, manifestantes começavam a fazer orações e desejar “força” ao ministro, rivalizando sua atuação com a do ministro Alexandre de Moraes. Nas bandeiras e camisas, o presidente Jair Bolsonaro era presente. Alguns manifestantes inclusive afirmaram que preferiam o ex-presidente no poder, e que nas suas avaliações, com Flávio eleito e o ex-presidente liberto, o patriarca da família seria quem tomaria as rédeas do governo.

Se Moraes foi o alvo número um nos discursos, o ministro André Mendonça foi o grande homenageado: recebeu pedidos de oração e ganhou status de herói pela condução do caso Master. O ministro também ganhou um boneco gigante posicionado próximo ao trio elétrico principal.

Flávio chegou ao local pouco antes das 15h ao lado de sua esposa Fernanda, e no trio foi ladeado por aliados como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o pastor Silas Malafaia, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica e coordenadora da área econômica de sua campanha.

Emulando seu pai Jair Bolsonaro (PL), que fez do 7 de setembro um palanque político anos anteriores, Flávio usou a ocasião para atacar Lula, seu principal adversário, reforçar críticas a Moraes e fazer promessas para a área da segurança pública e saúde. Ele também fez acenos às mulheres e aos jovens. Seu principal enfoque, entretanto, foi atrelar Lula a Moraes, inclusive dizendo que a culpa pelo “caos moral” do Brasil é culpa do atual presidente.

“Quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes. Nós não vamos permitir que Lula indique mais quatro Alexandre de Moraes para o STF. Eu vou indicar cinco ministros para o STF, porque Alexandre de Moraes vai cair. E eu vou indicar homens e mulheres que sejam contra o aborto, contra as drogas, contra a ideologia de gênero nas escolas, que respeitem a Constituição, que não persigam adversários políticos e que ajudem a resgatar a credibilidade do Supremo. Porque eu vou nós não vamos permitir que Lula indique mais quatro Alexandre de Moraes para o STF”, falou.

Alvo

Silas Malafaia fez um discurso longo, iniciou dizendo que não pretendia “caluniar ou difamar” ninguém, e pediu que o presidente do Supremo, Edson Fachin, afaste Moraes, a quem chamou de “ditador de toga”.

Ele focou suas críticas em Moraes e destacou o papel importante que a Corte tem na democracia, destoando de discursos feitos em manifestações na Paulista em outras ocasiões, quando costumava fazer os ataques mais duros à instituição como um todo. O pastor citou o contrato de R$ 130 milhões assinado pelo escritório de Viviane Barci, esposa de Moraes, com o Banco Master, que foi editado pelo ministro.

A estratégia de defender o Supremo e atacar apenas Moraes também foi usada por Flávio, que prometeu “trabalhar para resgatar a credibilidade do Judiciário brasileiro” e “proteger o STF de Alexandre de Moraes”.

“Aquela laranja podre não pode contaminar toda a Corte. O Supremo não é Alexandre de Moraes. O Judiciário não é Alexandre de Moraes. A magistratura não é Alexandre de Moraes”, falou Flávio. (Com informações do jornal O Globo)

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Capitais brasileiras registram manifestações contra o ministro do Supremo Alexandre de Moraes
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