Quinta-feira, 30 de julho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 29 de julho de 2026
A reaproximação entre o candidato do PL ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) é cuidadosamente calculada e negociada e, por enquanto, apenas virtual. Os dois ainda não se falaram, a não ser por assessores e por meio de vídeos nas redes.
Foi assim que vieram o pedido de desculpas de Flávio e o aceite de Michelle. Ao Flow Podcast, um pouco antes da reconciliação pública, Flávio havia admitido que não mantinha mais relação familiar com a madrasta.
A esposa de Jair Bolsonaro (PL) também mediu as palavras no sábado (25), na convenção do PL que confirmou Flávio como candidato. No vídeo de quatro minutos, ela é protocolar. Menciona Flávio apenas uma vez, não pede voto e gasta a maior parte do tempo fazendo propaganda do seu próprio trabalho no PL Mulher.
Foi, portanto, uma reaproximação para estancar danos de ambos os lados. Daí a intensa pressão dos articuladores, particularmente do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, do coordenador da campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), e da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP).
Os articuladores da reconciliação esperam que Michelle e Flávio se encontrem presencialmente na convenção do PL do DF, que confirmará a candidatura da exprimeira-dama ao Senado, no próximo fim de semana. Flávio ainda não confirmou presença, nem a própria Michelle. Mas seria a primeira reunião entre ambos no mundo real.
Ainda assim, é pouco provável que Michelle se engaje para valer na campanha de Flávio, muito menos que viaje o País. Ela tem a desculpa perfeita para permanecer em Brasília: cuidar da sua campanha ao Senado e do marido preso e doente. (Com informações de O Estado de S. Paulo)