Domingo, 21 de abril de 2024

Gabinete de Crise informa que não há mais bloqueios significativos nas rodovias gaúchas

Balanço apresentado nesta quinta-feira (3) durante a mais recente reunião do Gabinete de Crise do governo gaúcho destacou que não há mais bloqueios significativos nas rodovias do Rio Grande do Sul, após quatro dias de protestos de bolsonaristas inconformados com o resultado da eleição presencial. O mesmo vale para ocorrências policiais envolvendo manifestações políticas.

Sob coordenação do chefe do Executivo estadual Ranolfo Vieira Júnior no Centro Administrativo do Estado, o colegiado conta com a participação de secretários de primeiro escalão, representantes das forças de segurança e de outros órgãos com atuação direta ou indiretamente relacionada ao assunto.

Na mesma reunião foram contabilizados mais de 50 bloqueios totais e 220 parciais em estradas gaúchas no período de 31 de outubro (domingo de eleição) a 2 de novembro (feriado alusivo ao Dia de Finados). O total de autuações chegou a 371, assim distribuídas conforma a corporação:

– Brigada Militar: 165.

– Polícia Civil: 35.

– Polícia Rodoviária Federal (PRF): 171.

Monitoramento continua

Ainda de acordo com o colegiado, as ações prosseguem para garantir a desmobilização de eventuais novos focos de bloqueio ou de manifestações violentas.

“Não tenho dúvida que o Gabinete de Crise foi importante para garantir que a lei e a ordem fossem respeitadas no Rio Grande do Sul”, frisou o governador. “Esse grupo continuará ativo e monitorando possíveis atos irregulares.”

A Centrais de Abastecimento (Ceasa) e estoques de medicamentos estão entre os principais pontos de atenção. Sobre o setor de combustíveis, a garantia de que a distribuição está próxima da normalidade, conforme dados do Sulpetro, sindicato de reúne varejistas de combustíveis no Rio Grande do Sul.

O Gabinete de Crise é composto pela BM, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Instituto-Geral de Perícias, Departamento Estadual de Trânsito, Secretaria Estadual de Logística e Transportes, Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem, Procuradoria-Geral do Estado, Casa Civil, Secretaria de Comunicação e Defesa Civil Estadual.

Participam, ainda, Ministério Público (Estadual e Federal), Forças Armadas, Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Sulpetro.

Agressões à imprensa

Durante a reunião também foram repercutidos os incidentes envolvendo ataques a profissionais da imprensa por manifestantes do movimento golpista que prega a necessidade de intervenção militar para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, eleito por maioria de votos no domingo.

Foi comentada a agressão sofrida pela equipe de reportagem da TV Bandeirantes na quarta-feira (2), durante  cobertura jornalística de protestos nas imediações da sede do Exército, na Rua da Praia, Centro Histórico de Porto Alegre. Um homem foi preso em flagrante pela BM por lesão corporal.

A Polícia Civil também investiga casos de hostilidade a trabalhadores das emissoras Record, SBT e RDC. Para  assegurar o pleno exercício do direito à liberdade de imprensa, integrantes da Brigada Militar passaram a acompanhar as equipes de reportagem.

O governador Ranolfo Vieira Júnior já havia se manifestado sobre a situação, nas redes sociais: “Repudio os episódios de hostilidade e expresso minha irrestrita solidariedade àqueles que foram agredidos e tiveram seu trabalho jornalístico prejudicado. Não admitiremos qualquer ato de violência, quebra da ordem e dos princípios democráticos”.

(Marcello Campos)

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