Quinta-feira, 18 de abril de 2024

Gasolina tem maior valor do século nas bombas

Outubro foi o mês mais caro do século para os consumidores de gasolina, após nova alta dos combustíveis nas refinarias, na semana passada. No ano, a gasolina acumula alta de 45,3% nos postos.

Segundo a ANP, o derivado atingiu no mês passado valor médio de R$ 6,341, o patamar mais elevado deste século tanto em valores nominais como reais (descontada a inflação).

O etanol hidratado, alternativa ao combustível fóssil, teve alta maior, de 59,3%. O gás natural veicular acumula aumento de 33,1%. A expectativa de analistas é de que a pressão inflacionária se acentue mais em novembro.

Mudanças

A ANP aprovou uma resolução que determina que os preços dos combustíveis deverão ser apresentados ao consumidor pelos postos com apenas duas casas decimais, em vez de três.

Também regulamenta a atividade de delivery de combustíveis no País. O texto ainda cria regras para que postos com bandeira deixem claro ao consumidor final quando fornecerem combustível de outro distribuidor. A possibilidade de burlar a fidelidade à bandeira foi introduzida por Medida Provisória em agosto deste ano.

As medidas aprovadas, segundo a agência reguladora, têm sido discutidas desde o início da greve dos caminhoneiros de 2018 e teriam o objetivo de garantir o abastecimento e aumentar a eficiência do mercado.

Pela norma, o delivery de combustíveis poderá ser feito apenas para a entrega de etanol e gasolina ‘tipo C’ (a comum vendida em postos de gasolina). O fornecimento precisa se dar no mesmo município em que o revendedor é autorizado a operar.

Para poder oferecer o serviço de entregas, um determinado posto de gasolina precisará estar em dia com o Programa de Monitoramento da Qualidade da ANP.

A nova resolução também obriga os postos a mostrarem os preços dos combustíveis com duas casas decimais nos painéis e nas bombas medidoras dos postos (e não mais em três casas, como atualmente). A medida entra em vigor 180 dias após a publicação da resolução.

A norma ainda determina que o revendedor informe em cada bomba medidora, “de forma destacada e de fácil visualização, o CNPJ, a razão social ou o nome fantasia do distribuidor fornecedor do respectivo combustível automotivo”.

No caso de postos com bandeira e que comercializem produtos de outros distribuidores, será preciso exibir, na identificação do combustível, o nome fantasia dos fornecedores. O setor de distribuidores tem criticado a medida, sob o argumento de que a flexibilização da fidelidade à bandeira pode confundir os consumidores.

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