Terça-feira, 25 de junho de 2024

Golpistas usam inteligência artificial para clonar vozes e pedir dinheiro; veja como se proteger

No mês passado, a jornalista Joanna Stern, do Wall Street Journal, resolveu testar até onde conseguiria enganar as pessoas com um clone virtual de sua voz e imagem, criado por sistemas de Inteligência Artificial (IA). Não teve muito sucesso com o vídeo, então usou a voz clonada em uma ligação para o pai, na qual pediu um documento sensível e foi prontamente atendida.

O pai do influenciador digital Dario Centurione, da página Almanaque SOS, também acreditou na voz clonada do filho. A diferença é que a ligação não se tratava apenas de brincadeira, mas de um golpe.

“Meu pai recebeu uma ligação onde uma pessoa, que ele acreditava ser eu, pedia R$ 600. Por conta da voz ser muito parecida, o meu pai nem se preocupou em perguntar o básico. A pessoa pediu a transferência para uma conta que não estava no meu nome, mas ele nem ligou porque a voz era minha”, contou Centurione.

A compatibilidade da voz clonada era tão parecida com a voz natural do influenciador que o seu pai não percebeu qualquer diferença, mesmo sendo músico e especialista em som. Entrando em um aplicativo, Centurione conseguiu facilmente criar uma cópia da sua própria voz e decidiu repetir o experimento da jornalista do Wall Street Journal.

“Fui checar se eu enganava alguém e não só consegui enganar o meu pai de novo, como a minha mãe, que é superdesconfiada. O meu irmão mais novo percebeu que a voz não era minha. É um golpe que vai se sofisticar, em breve as ferramentas devem ser mais rápidas e eficientes, o que pode tornar as pessoas idosas vítimas com mais frequência. Os mais jovens, até por conhecimento do potencial da tecnologia, estão mais atentos.”

Dicas de especialistas

Fique atento à veracidade das informações: antes de agir com base em uma chamada telefônica, mensagem ou vídeo, verifique as informações em outras fontes. Por exemplo, chamar de volta, confirmar por e-mail ou checar com outras pessoas que possam garantir a autenticidade.

– Proteja seus dados: minimize a quantidade de informações pessoais que você compartilha online.

– Ao fornecer menos dados, você diminui o material disponível para os criminosos cibernéticos que desejam criar deepfakes ou imitarem sua voz.

– Eduque-se sobre a tecnologia: conhecer o funcionamento dessas tecnologias e estar ciente das últimas tendências e táticas de fraude pode ajudá-lo a se proteger melhor.

– Verifique a conta bancária: sempre confira os destinatários ao enviar dinheiro para um familiar.

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