Sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 21 de agosto de 2026
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, defendeu a concessão de rodovias à iniciativa privada e a cobrança da taxa de licenciamento de veículos pelo Detran (Departamento Estadual de Trânsito) durante o painel “Além dos mandatos, o que o RS precisa para continuar avançando”, realizado no novo Centro de Eventos da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Porto Alegre, na quinta-feira (20).
Leite fez um balanço dos seus dois governos durante o “Encontro de Presidentes”, que reúne dirigentes da rede de entidades parceiras da CDL. Ao iniciar a sua fala, o governador ressaltou que não realizaria uma palestra de tom político, mas, sim, institucional, apresentando um retrato do Estado e os desafios para as próxima gestões.
O governador reiterou a defesa dos pedágios nas estradas estaduais para a realização das obras necessárias para melhorar a infraestrutura e garantir a segurança dos usuários. “Tem que fazer concessões de rodovias para melhorar a infraesrutura e não faltar dinheiro para outras áreas”, disse. “Onde cabe a concessão, se faz a concessão”, prosseguiu.
Leite também defendeu o seu veto à extinção da taxa de licenciamento de veículos cobrada pelo Detran, que atualmente custa R$ 114,09. O fim da cobrança foi aprovado por unanimidade pela Assembleia Legislativa sob a justificativa de que a taxa perdeu o sentido após a digitalização do documento.
“A taxa do Detran existe em todos os Estados, com valores maiores, inclusive, e arrecada R$ 800 milhões por ano no Rio Grande do Sul”, ressaltou. Segundo ele, esse dinheiro é fundamental para investimentos em áreas como a segurança, e o governo não pode deixar de receber esses recursos.
“Não dá para abrir mão da taxa do Detran”, enfatizou. O veto do chefe do Executivo ao fim da taxa será analisado pelo Legislativo na semana que vem.
Reformas
O governador destacou as reformas administrativa e previdenciária e o controle das despesas obrigatórias como medidas que contribuíram para reorganizar as contas públicas e recuperar a capacidade de investimento do Estado. “Não existe sociedade que tenha prosperado com um governo desajustado”, declarou.
Ele também destacou como pontos fortes dos seus dois mandatos o equilíbrio fiscal permanente e o enfrentamento de passivos históricos; o crescimento econômico e desenvolvimento social; a busca por atração de investimentos e negócios e retenção de pessoas no Estado; dados positivos da segurança pública, entre outros pontos.
Pandemia e enchentes
Diante de um público formado por líderes do varejo gaúcho, o governador foi questionado pelo Jornal O Sul se sentia arrependimento em relação a alguma medida tomada por ele ou por algo que deixou de ser feito durante a pandemia de Covid-19 e as enchentes históricas que atingiram o RS, impactando diretamente a economia – principalmente o comércio. “Nós salvamos vidas e tentamos conciliar com a atividade econômica. Fizemos o melhor que estava ao nosso alcance. Não tenho arrependimentos”, declarou Leite.
“No fim das contas, as críticas vinham de todos os lados. Fomos o Estado que tivemos o menor excesso de óbitos no período da Covid no Brasil”, lembrou.
Em relação às enchentes, Leite destacou as ações do governo para reconstruir o Estado e os planos para prevenir e combater os desastres climáticos, preparando e adaptando municípios, pessoas e empresas.
Além do presidente da CDL Porto Alegre, Carlos Klein, e de líderes do varejo, o evento também contou a participação do economista-chefe da entidade, Oscar Frank.