Sábado, 13 de abril de 2024

Governo federal espera alta de 2,2% no Produto Interno Bruto deste ano

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda estimou que o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano deverá registrar um crescimento de 2,2%. Se confirmado, haverá nova desaceleração do ritmo de expansão da economia.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O indicador serve para medir a evolução da economia.

Em 2023, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB brasileiro avançou 2,9% na comparação com o ano anterior. O resultado final foi muito próximo ao de 2022, quando a atividade econômica brasileira teve alta de 3%.

Para o mercado financeiro, segundo pesquisa conduzida pelo Banco Central na última semana, o ritmo de atividade do país crescerá menos do que o estimado pelo Ministério da Fazenda, com 1,75% de alta.

De acordo com a SPE, do Ministério da Fazenda, a projeção de crescimento de 2,2% para a economia neste ano se baseia nos seguintes pressupostos:

– menor contribuição do setor agropecuário comparativamente a 2023;
– recuperação da atividade na Indústria – guiada pela retomada dos investimentos produtivos e continuidade da expansão da produção extrativa mineral;
– estabilidade no ritmo de expansão dos Serviços, com a menor contribuição de benefícios fiscais sendo compensada pelo avanço do crédito e resiliência do mercado de trabalho.

“A perspectiva é de crescimento mais homogêneo entre atividades cíclicas – impulsionadas pelo patamar menos contracionista dos juros [juros menores do que em 2023] – e não cíclicas”, acrescentou o Ministério da Fazenda.

Pelo lado da demanda, ainda segundo a Secretaria de Política Econômica, a perspectiva deve se refletir em “aumento da contribuição da absorção doméstica para o crescimento, com destaque para a retomada dos investimentos”.

Ministério do Planejamento

Por meio de nota, o Ministério do Planejamento e Orçamento informou que, se não houver elevação da atividade em nenhum dos trimestres, o PIB brasileiro, ainda assim, irá crescer aproximadamente 0,2% em 2024. Esse é o chamado efeito de carregamento estatístico.

“Em suma, o resultado do PIB em 2023 corroborou a melhoria gradativa das expectativas ao longo do ano. O crescimento do setor agropecuário foi o destaque no lado da oferta, assim como a continuidade do setor de serviços. Na ótica da demanda, deve-se destacar a elevação do consumo das famílias e do governo”, acrescentou o Ministério do Planejamento.

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