Segunda-feira, 04 de maio de 2026

Governo gaúcho investiu R$ 14 bilhões em reparos e prevenção de enchentes desde a catástrofe de 2024

Os danos provocados pelas enchentes de maio de 2024 no Rio Grande do Sul demandaram ações por parte das autoridades municipais, estaduais e federais, tanto em curto quanto no médio e longo prazos. No âmbito do governo gaúcho, as estratégias incluíram a busca de soluções inovadoras para reparar prejuízos e evitar novas perdas. São R$ 14 bilhões em valores  pagos, empenhados e aprovados por meio Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs).

Para a Secretaria de Obras Públicas (SOP), as iniciativas implementadas ao longo dos últimos dois anos transformaram a crise em processo de aprendizado. Dentre os resultados obtidos estão maior agilidade e a incorporação de novas práticas em diferentes áreas.

“Para além de projetos voltados à reconstrução de estruturas e lugares atingidos, o programa resgata vidas e trabalha na construção do futuro do Estado”, ressalta o Palácio Piratini. “Hoje o Rio Grande do Sul dispõe de um conjunto estruturado de ações capazes de ampliar sua capacidade de resposta e prevenção.”

Ainda de acordo com o Executivo gaúcho, a transformação não se limita à gestão de riscos climáticos, pois abrange fortalecimento da economia, da infraestrutura e da capacidade de ação institucional.

Quando as chuvas começaram a afetar prédios públicos, a SOP mobilizou equipes para realizar vistorias iniciais, avaliar os estragos e dar início à recuperação. Mas a situação atingiu patamares inéditos e fazer o habitual não era mais suficiente. Foi necessário acelerar medidas que já vinham sendo implementadas gradualmente pela pasta desde de 2023, como processos de atendimento mais ágeis e soluções construtivas mais resilientes.

Os imóveis do Estado passaram a ser preparados para eventos extremos, reduzindo perdas e ampliando a capacidade de resposta a crises futuras, conforme salienta avaliou a titular da Secretaria, Izabel Matte:

“As inundações mudaram o Rio Grande do Sul e a SOP precisou acompanhar a nova realidade. Compreender a situação, agir com celeridade e transformar emergência em aprendizado. Mobilizamos uma força-tarefa de servidores para atuar nos locais afetados e na retaguarda, dando condições para que as obras fossem fiscalizadas e concluídas o quanto quanto antes”.

Agilidade

A primeira medida da SOP foi priorizar a rapidez. Os prazos precisavam ser os menores possíveis para auxiliar no retorno à normalidade – além de repensar processos internos, passaram a ser utilizadas ferramentas inovadoras de gestão e contratação.

A agilidade foi impulsionada com a implementação da Contratação Simplificada (CS), sistema lançado pouco antes, em março daquele ano. Com licitações feitas por lotes de prédios públicos, o modelo facilitou os pedidos de reparo. Em geral, reduziu-se em mil dias (em 2019) para três meses o tempo médio entre a solicitação e o início da execução. Em casos urgentes, as empresas puderam começar a atuar em cerca de 24 horas.

Focada inicialmente nas escolas, a CS foi expandida para os demais prédios públicos. Permitiu, assim, melhorar a infraestrutura de muitos imóveis que se encontravam em mau estado de conservação.

Soluções

Com as cheias, ampliou-se a inclusão de soluções e materiais resilientes nas obras em prédios públicos estaduais. Focou-se em garantir mais segurança e maior adaptabilidade em casos de crises climáticas, além de facilitar a manutenção e retomada das operações caso ocorram novos eventos.

As medidas incluem a execução de edificações elevadas em áreas alagáveis e o uso de materiais duráveis e de baixa manutenção, incluindo a substituição de elementos suscetíveis à umidade por outros mais resistentes e o reforço dos sistemas de impermeabilização, de drenagem e de escoamento.

Os projetos também incorporam estratégias sustentáveis como a criação de amplas áreas permeáveis e a instalação de cisternas para captação da chuva e de pavimentação em concreto drenante. Além disso, o novo padrão visual e de construção de escolas estaduais. Mais informações sobre aspectos como barragens, por exemplo, podem ser conferidas no portal estado.rs.gov.br.

(Marcello Campos)

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