Segunda-feira, 13 de julho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 12 de julho de 2026
O governo Lula tem uma série de assuntos importantes pendentes no Senado que gostaria que fossem destravados até o recesso de julho, que começa dentro de duas semanas.
Mas não serão. Davi Alcolumbre não tem pressa de dar andamento acelerado a nenhum deles.
Do fim da escala 6×1 até a votação da PEC da Segurança Pública, as votações devem ficar para agosto, mês em que a campanha eleitoral começa de fato. O que significa que suas respectivas discussões serão contaminadas pelo embate eleitoral e pelo natural esvaziamento do Congresso, uma vez que os parlamentares estarão envolvidos nas disputas eleitorais em seus estados.
Um reatamento da relação entre Lula e Alcolumbre poderia desatar esse nó.
Mas nada indica que a paz esteja perto de acontecer.
Alcolumbre já avisou o Palácio do Planalto que topa um encontro com Lula, mas o presidente deve tomar a iniciativa de convidá-lo para uma reunião.
Só que Lula até agora não quis reaproximação.
Congresso entra em recesso
Deputados e senadores entram na última semana de trabalho antes do recesso parlamentar com projetos considerados prioritários ainda pendentes de análise pelos plenários das duas casas.
Parlamentares da Câmara e do Senado trabalham até 17 de julho e voltam em 1º de agosto. No entanto, as eleições deste ano devem esvaziar o parlamento pelo menos até o início de outubro, após o final do primeiro turno.
Na Câmara, os deputados já combinaram sessões presenciais apenas de 10 a 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro.
Fora desse período, os parlamentares ficarão livres para articular as respectivas campanhas em suas bases eleitorais já que não estão previstas sessões de votação.
Em ritmo lento desde o início da Copa do Mundo e do período das festas juninas, a Câmara vai se reunir nesta semana para votar projetos. No entanto, aqueles considerados prioritários pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) devem ficar para depois do recesso.
Entre as propostas que ficaram pendente de análise na Câmara está o projeto que equipara a misoginia ao crime de racismo. Sem acordo sobre o texto e sob pressão de deputados religiosos, a proposta, que já passou pelo Senado e por um grupo de trabalho coordenado pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), pode ser votada só depois das eleições.
A parlamentar, no entanto, ainda articula a votação nesta semana e tenta viabilizar a votação antes do recesso. Um dos acordos possíveis seria alterar a Lei Maria da Penha e não equiparar a misoginia ao crime de racismo, o que o tornaria imprescritível, uma queixa de parte dos deputados.
Ao mesmo tempo, parlamentares que participaram da última reunião de líderes na Câmara disseram que Motta adotou um tom moderado sobre a votação de projetos, sinalizando que nada de polêmico deve ser analisado na próxima semana.
O texto de Tabata sofre com resistência de religiosos, que temem “interpretações equivocadas” e a criminalização de textos bíblicos. Com informações dos portais O Globo e g1.