Domingo, 12 de julho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 12 de julho de 2026
Autoridades da Bolívia prenderam um brasileiro suspeito de participar do roubo de R$ 14 milhões a uma aeronave pagadora no aeroporto de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, em junho de 2024. A Polícia Federal (PF) confirmou neste sábado (11) a detenção em “ação de cooperação policial internacional” e disse que as autoridades brasileiras vão adotar as providências para a transferência do homem ao Brasil, onde ele permanecerá à disposição da Justiça.
Segundo a PF, as investigações indicam que o homem participou do planejamento e da execução do ataque à aeronave. “Contra ele havia mandado de prisão expedido pela Justiça brasileira, e o investigado encontrava-se foragido desde julho de 2025”, detalhou a corporação, que não divulgou o nome do preso.
A ação contou com o apoio do Oficial de Ligação da Polícia Federal em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e da Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico (FELCN), da Polícia Boliviana. Em 19 de junho de 2024, nove pessoas armadas invadiram a área restrita de segurança do aeroporto utilizando três veículos blindados — dois deles caracterizados como falsas viaturas da Polícia Federal — e subtraíram mais de R$ 14 milhões transportados por via aérea desde Curitiba, no Paraná. O dinheiro que estava na aeronave iria abastecer um carro-forte.
Um vídeo divulgado à época mostra a ação dos criminosos e o tiroteio com as forças de segurança. A PF destaca que, no confronto logo após o assalto, morreu o sargento da Brigada Militar, Fabiano Oliveira. Ele estava na primeira viatura a se deslocar para atender a ocorrência.
“O crime resultou na morte de três pessoas, sendo dois civis e um dos executores. Outras cinco pessoas ficaram feridas – uma delas em estado grave – após acionar um dos explosivos deixados nas ruas, que resultou na amputação de seus dois pés”, disse a PF, na época.
Após 70 dias de investigações, em setembro de 2024, a Polícia Federal indiciou 17 pessoas pela participação no assalto. A apuração indicou que indivíduos faccionados de São Paulo chegaram ao Rio Grande do Sul dias antes do episódio e contaram com o apoio de criminosos do Estado para a execução de quatro etapas de atuação: planejamento, execução, fuga e exfiltração.
A ação passou pelo custeio e transporte de fuzis, pistolas, armas de guerra, munições, explosivos, “jammers”, “miguelitos”, aparelhos telefônicos, chips, radiocomunicadores, roupas táticas, coldres, bandoleiras, veículos, placas falsas, plotagem de carros, hospedagens e esconderijos.
Em outubro do ano passado, a PF prendeu um dos assaltantes de banco mais procurados do país. Na ocasião, a corporação afirmou que o homem foi acusado de participar do planejamento e execução do ataque à aeronave pagadora.
O assaltante foi capturado pelos agentes na cidade de Osório, no litoral gaúcho, após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal. A PF apontou também que o preso em outubro também seria líder de ataque às agências bancárias da Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, no ano de 2021, na cidade de Araçatuba, em São Paulo. (Com informações do jornal O Globo)