Domingo, 12 de julho de 2026

Aliados de Bolsonaro usam as redes sociais para pregar a união em torno da chapa de Flávio

Aliados usaram as redes sociais para pregar a união em torno da chapa de Flávio Bolsonaro (PL) depois de o senador ler, em transmissão ao vivo no YouTube, uma nova carta escrita pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No texto, o ex-mandatário pede que “possíveis diferenças” sejam “deixadas de lado”, na esteira da escalada da crise do filho com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

No texto, Bolsonaro fala que o Brasil vive um momento de decisão e pede engajamento na campanha de Flávio ao Planalto. Na sequência, designa o filho como seu representante político: “Meu pré-candidato, creio que o seu também, meu porta-voz, no qual confio para resgatar o Brasil e nos conduzir para a paz e a prosperidade”, diz trecho da carta, que não cita Michelle.

Pelo X, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) prometeu apoiar o projeto apontado por Jair Bolsonaro e destacou ser a segunda vez que o ex-presidente pede publicamente “união” e “maturidade” em nome de “algo maior”.

“Infelizmente, alguns parecem não conseguir obedecer nem mesmo o líder que dizem seguir”, destacou o pré-candidato à reeleição, sem citar nomes. “Da nossa parte, não haverá espaço para vaidade, disputa interna ou ressentimentos”, acrescentou.

Também pelo X, o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), compartilhou a carta. “Juntos pelo Brasil. Flávio Bolsonaro presidente”, ressaltou o coordenador de campanha do filho de Jair, alvo de “fogo amigo” no PL.

Políticos que compuseram a equipe de Jair Bolsonaro na Presidência também pregaram união pró-Flávio. Ex-ministro da Previdência, Onyx Lorenzoni (PP-RS) disse que a carta “foi bem clara” sobre a necessidade de deixar pequenas diferenças e projetos pessoais em prol de apoio a Flávio, enquanto o deputado federal e ex-secretário especial de Cultura Mário Frias (PL-SP) defendeu respeito ao “comando” do “capitão” e apontou que a mensagem “não deixa espaço para dúvidas”.

“O próprio presidente foi claro ao afirmar que Flávio é seu porta-voz, o único autorizado a falar em seu nome, encerrando qualquer especulação ou tentativa de criar divisões”, ressaltou Frias.

Já o pré-candidato à Presidência do PSD, Ronaldo Caiado, por sua vez, considerou que a carta de Bolsonaro foi sinal de “extrema fragilidade” da campanha de Flávio. Empatado tecnicamente em terceiro lugar com Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), o ex-governador de Goiás tem intensificado críticas ao filho do ex-presidente para tentar alavancar a própria candidatura na direita.

A jornalistas, no Festival do Japão, em São Paulo, Caiado afirmou que Flávio “precisou pedir socorro ao pai” em meio às crises recentes.

“Nós sabemos muito bem que um pai não nega um pedido de um filho. Agora, você tem que estar preparado para governar, para presidir. Você não pode recorrer, a cada crise, a uma carta de seu pai. Você tem que ter as condições de poder: uma estrutura política, uma estabilidade emocional e, ao mesmo tempo, uma capacidade de superar as crises que amanhã venham a acontecer”, afirmou.

O ex-governador goiano defendeu que, numa campanha eleitoral, “quem tem que responder somos nós, os candidatos”, que não podem ser “porta-voz de ninguém”. Caiado ponderou que suas críticas não se estendem ao ex-presidente Jair Bolsonaro, de quem reconheceu a força política.

Pelo X, Caiado ironizou Flávio. “Flávio Bolsonaro, 45 anos, leu uma carta do pai ao vivo pra dizer que tá pronto pra ser presidente. É isso…”, escreveu ele, antes de ressaltar que “liderança não se herda”. (Com informações do jornal O Globo)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

O Banco Central estuda impor restrições ao uso do Pix por bancos e fintechs que apresentem fragilidades em segurança cibernética
Daniel Vorcaro teria assinado na prisão um contrato para filme sobre o Banco Master, diz a Polícia Federal
Pode te interessar
Baixe o app da TV Pampa App Store Google Play