Terça-feira, 25 de junho de 2024

Harrison Ford fala sobre truque que o rejuvenesce em novo “Indiana Jones”, mas diz estar feliz com a idade que tem

Harrison Ford ainda tem em casa uma cópia do chapéu de Indiana Jones, um dos personagens mais marcantes de sua carreira, mas não por motivos sentimentais.

“Não é uma questão de nostalgia. A experiência de ter interpretado o personagem (por tanto tempo) é mais importante. É isso que mais prezo em relação ao meu trabalho”, disse o ator americano em seu primeiro encontro com a imprensa internacional após a première mundial de “Indiana Jones e a relíquia do tempo”, que marca sua despedida do papel que interpretou cinco vezes ao longo dos últimos 40 anos.

O filme, que ganhou sessão de gala na noite de quinta-feira da 76ª edição do Festival de Cannes, encerra a saga do personagem criado da imaginação de Steven Spielberg e George Lucas e lançado em “Caçadores da Arca Perdida” (1981). Para marcar a ocasião, Ford também recebeu uma Palma de Ouro honorária pelo conjunto de seu trabalho, parcialmente relembrado em clips de seus filmes exibidos antes da principal atração do programa.

“Estou muito emocionado. Acabei de ver minha vida passar diante dos meus olhos”, reagiu o ator no palco do Grand Theàtre Lumière, um sentimento que voltou a comentar no dia seguinte com os jornalistas. “Foi extraordinário uma relíquia da sua vida bem diante de você. A sensação de pertencer a uma comunidade, o calor do acolhimento por ela ontem foi inimaginável, me fez sentir muito bem.”

Dirigido por James Mangold (de “Logan”), “Indiana Jones e a relíquia do tempo” é um dos títulos mais aguardados da temporada do verão americano, onde estreia no final de junho. Foi escalado por Cannes como o filme-sensação do festival, como foi “Top Gun – Maverick”, ano passado, quando a presença de Tom Cruise atraiu as atenções do mundo para a Riviera Francesa. É o capítulo mais caro da saga protagonizada pelo arqueólogo e aventureiro, com orçamento em torne de US$ 294 milhões. Parte desse montante foi gasto nos efeitos especiais do longo prólogo ambientado em 1939, segmento em que Ford aparece 40 anos mais jovem.

“Não é uma mágica de photoshop. É como eu parecia 35 anos atrás. Um truque que apenas serve de apoio para a história que estamos contando, usado de forma apropriada. Mas estou feliz com a idade que tenho”, afirmou ator, que se disse contente com a chance de dar um desfecho à trajetória do personagem. “Queria ver o peso da idade sobre eles, vê-lo em reivindicando uma espécie de reinvenção. Eu queria que ele tivesse uma relação (emocional) que não fosse apenas um flerte.”

“Indiana Jones e a relíquia do tempo” é o primeiro filme da franquia não dirigido por Steven Spielberg. Na última aventura do arqueólogo, Ford é acompanhado por um elenco internacional que inclui a britânica Phoebe Waller-Bridge e o dinamarquês Mads Mikkelsen, que encarna um cientista nazista em busca de um artefato criado por Arquimedes capaz de permitir viagens no tempo. A maior parte da trama é ambientada em 1969, e envolve sequências de ação em Nova York, no Marrocos e na Itália.

O herói da jaqueta de couro e chicote, volta a enfrentar nazistas em busca de artefatos mitológicos, mas teve que encarar críticas mistas. Alguns críticos se deixaram levar pela nostalgia: “Há muitas perseguições divertidas, alguns encontros assustadores com insetos e uma tumba subterrânea cujas passagens estreitas se abrem com o barulho de trituração”, escreveu o jornal “The Guardian”, acrescentando que “o final é extremamente bobo e divertido, mas Indiana Jones anda tem uma certa classe antiga”.

A revista “Empire” também gostou da aventura, ressaltando que o novo filme manteve-se fiel ao universo fantasioso característico da série. “Todas as características da franquia estão lá, como você esperaria que estivessem, cuidadosamente preservadas como tesouros arqueológicos”, escreveu o crítico, avisando que o público, no entanto, “pode ficar dividido com o final maluco”.

O crítico da “Hollywood Reporter”, por outro lado, ficou menos impressionado com o que chama de “fórmula da reciclagem e repetição de perseguições e tiroteios” e com “muita coisa que parece falso”, reconhecendo que o filme, no entanto, “é uma doce explosão de pura nostalgia”. A “Indiewire” foi mais impiedosa em sua resenha, chamando o filme de Mangold de “uma perda de tempo quase completa” e “um lembrete bem elaborado de que é melhor deixar algumas relíquias onde e quando elas pertencem”.

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