Terça-feira, 12 de maio de 2026

Inflação brasileira cai para 0,67% em abril, mas acumula alta de 2,60% no ano

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do Brasil, ficou em 0,67% em abril, 0,21 ponto percentual abaixo da taxa registrada em março. Apesar da queda, no ano o IPCA acumula alta de 2,60%.

Nos últimos 12 meses, o índice chegou a 4,39%, acima dos 4,14% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2025, a variação havia sido de 0,43%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A maior variação e impacto foram registrados no grupo alimentação e bebidas (1,34% e 0,29 ponto percentual), seguido por saúde e cuidados pessoais (1,16% e 0,16 ponto percentual). Juntos, os dois grupos representaram aproximadamente 67% do resultado do mês.

Os demais grupos apresentaram variações abaixo de 1%, ficando entre a taxa de 0,06% observada em transportes e em educação e de 0,65% de artigos de residência.

No grupo alimentação e bebidas, a alimentação no domicílio registrou variação de 1,64%, com influência das altas da cenoura (26,63%), do leite longa vida (13,66%), da cebola (11,76%), do tomate (6,13%) e das carnes (1,59%). No lado das quedas, destacaram-se o café moído (-2,3%) e o frango em pedaços (-2,14%). A alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,59%, com o lanche saindo de 0,89% em março para 0,71% em abril, e a refeição, de 0,49% para 0,54%, no mesmo período.

“Alguns alimentos, de forma geral, apresentam uma restrição de oferta, o que provoca um aumento no nível de preços. No caso do leite, com a chegada do clima mais seco, sazonal no período, há redução de pasto, necessitando da inclusão de ração para os animais, o que eleva os custos. Não podemos deixar de mencionar a elevação no preço dos combustíveis, que afeta o preço final dos alimentos por conta do custo do frete”, explicou o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves.

Em saúde e cuidados pessoais (1,16%), os destaques foram as altas dos produtos farmacêuticos (1,77%), após a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos a partir de 1° de abril, e os artigos de higiene pessoal (1,57%), principalmente o perfume (1,94%).

O grupo transportes desacelerou na passagem de março (1,64%) para abril (0,06%) em razão, especialmente, da queda de 14,45% no subitem passagem aérea. No lado das altas no grupo, destacam-se os combustíveis, com 1,8% de variação. A gasolina desacelerou de março (4,59%) para abril (1,86%).

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