Sexta-feira, 10 de julho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 10 de julho de 2026
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do Brasil, fiou em 0,16% em junho, 0,42 ponto percentual abaixo da taxa de 0,58% registrada em maio, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
No ano, o IPCA acumula alta de 3,36%. Nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,64%, abaixo dos 4,72% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2025, a variação havia sido de 0,24%.
Em junho de 2026, a maior variação (0,63%) e o maior impacto (0,10 ponto percentual) vieram do grupo habitação. Por outro lado, o grupo alimentos e bebidas, com queda de 0,24%, registrou a maior variação negativa e o maior impacto negativo (-0,05 ponto percentual). Os demais grupos apresentaram variações entre o -0,02%, observada em educação, e 0,25%, de despesas totais.
O grupo habitação desacelerou de maio (1,22%) para junho (0,63%) com o recuo no subitem energia elétrica residencial, que passou de 3,67% para 1,53%, ainda figurando como o principal impacto individual no resultado do mês (0,06 ponto percentual).
No grupo habitação, destacam-se também as variações da taxa de água e esgoto (0,30%).
Com variação de 0,25%, o grupo despesas pessoais aparece com a segunda maior variação, com destaque para os subitens empregado doméstico (0,53%) e cabeleireiro e barbeiro (0,65%).
Em saúde e cuidados pessoais (0,23%), destacam-se os artigos de higiene pessoal (0,34%), principalmente o subitem perfume (1,12%), e o plano de saúde, cuja variação de 0,34% reflete a incorporação do reajuste autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar.
A variação do grupo transportes (0,17%) reflete, além da alta de 7,12% das passagens aéreas, o recuo de 0,48% nos combustíveis, todos em queda: etanol (-3,09%), óleo diesel (-1,19%), gás veicular (-0,19%) e gasolina (-0,12%).
Em junho, o grupo alimentação e bebidas apresentou variação de -0,24%, após a alta de 1,33% em maio. A alimentação no domicílio variou -0,39%, ante a alta de 1,65% em maio, com influência das quedas do café moído (-3,72%), das frutas (-1,58%) e das carnes (-0,64%). No lado das altas, destacam-se o feijão-carioca (8,31%) e a batata-inglesa (3,57%).
A alimentação fora do domicílio desacelerou de 0,49% em maio para 0,15% em junho, com o lanche saindo de 0,49% para 0,13% e a refeição de 0,51% para 0,15% no mesmo período.