Domingo, 25 de fevereiro de 2024

Jogadora de basquete americana presa na Rússia é transferida para colônia penal

A jogadora de basquete americana Brittney Griner, que foi condenada na Rússia a nove anos de prisão, foi transferida para uma colônia penal a cerca de 500 quilômetros de distância de Moscou, segundo informação dos advogados dela divulgada nesta quinta-feira (17).

Em fevereiro, Griner foi presa por ter sido flagrada com óleo de maconha (usado para fumar em cigarros eletrônicos) em um aeroporto de Moscou. Ela foi condenada em agosto. Em seu julgamento, Griner – que jogou basquete por um time russo fora da temporada dos EUA – disse que usou maconha para aliviar lesões esportivas, mas não teve a intenção de infringir a lei. Ela disse ao tribunal que cometeu um erro honesto ao embalar os cartuchos com óleo de maconha em sua bagagem

No dia 4 de novembro, ela foi retirada do centro de detenção perto de Moscou, onde ela estava, e levada a um local que até agora era desconhecido.

Sua equipe jurídica disse que Griner foi levada para a Colônia Penal Feminina IK-2, na cidade de Yavas, na região de Mordóvia.

“Podemos confirmar que Brittney começou a cumprir sua sentença no IK-2 em Mordóvia. Nós a visitamos no início desta semana”, disseram os advogados Maria Blagovolina e Alexander Boikov, em um comunicado.

Mordóvia é a região onde outro americano, Paul Whelan, cumpre pena de 16 anos por uma condenação por espionagem (ele nega que tenha cometido esse crime).

Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA disse que o governo americano sabe da localização de Griner, mas que oficialmente a Rússia não fez nenhuma notificação.

Presidiários de colônias penais russas são obrigados a trabalhar em tarefas manuais, como costura. Ex-prisioneiros e grupos de direitos humanos descrevem as condições como duras e anti-higiênicas, com pouco acesso a cuidados médicos.

Esporte politizado

O presidente da França, Emmanuel Macron declarou nesta quinta-feira, três dias antes do início da Copa do Mundo de 2022 no Catar, que manifestações políticas devem ser evitadas durante o torneio.

Em entrevista coletiva após a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) em Bangcoc, o líder francês afirmou que “o esporte não deve ser politizado” e que críticas sobre o histórico do Catar de violações aos direitos humanos deveriam ter sido feitas no momento da escolha do anfitrião do mundial.

“Esse questionamento deve ser feito durante a decisão sobre a sede do evento, seja Copa do Mundo ou Olimpíadas”, disse. “Não é necessário contestar essa escolha na hora do evento”, insistiu.

Macron, que viajou para a Rússia em 2018 para ver a seleção francesa conquistar seu segundo título da Copa do Mundo, também refletiu sobre seu país sediar os Jogos Olímpicos de 2024 em Paris.

“A vocação destes grandes eventos é permitir que atletas de todos os países, inclusive países em guerra, encontrem, através do esporte, formas de discutir onde as pessoas não têm voz”, afirmou.

O principal torneio de seleções de futebol do mundo, que começa em 20 de novembro, está cercado de polêmicas desde que foi anunciado que o Catar seria o país anfitrião, há 12 anos.

Além das críticas sobre leis que criminalizam a homossexualidade, o tratamento hostil à comunidade LGBTQIA+ e denúncias sobre violações de direitos humanos, o país está sendo acusado de crimes cometidos contra operários que trabalharam na construção de estádios da Copa.

O ex-presidente da FIFA Joseph Blatter, que liderava a organização quando o Catar recebeu os direitos de hospedagem do torneio, disse recentemente ao jornal suíço Tages Anzeiger que “o Catar é um erro”, acrescentando que “a escolha foi ruim”.

No entanto, no início do mês, o atual líder da federação, Gianni Infantino, enviou uma carta às 32 seleções que disputarão o título pedindo que as equipes evitem discussões políticas durante os jogos.

Meses antes do evento, algumas seleções europeias anunciaram uma manifestação conjunta através da campanha “One Love”, que promove a igualdade e a diversidade sexual. O movimento tinha como proposta o uso de uma braçadeira com as cores do arco-íris pelos capitães das equipes.

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