Quarta-feira, 13 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 22 de março de 2023
A Polícia Federal apreendeu um cofre com documentos e dinheiro vivo, além de joias, carros e motos de luxo nas buscas da Operação Sequaz, deflagrada nesta quarta-feira (22). Ao todo, nove pessoas foram presas em São Paulo e duas continuam foragidas. O grupo criminoso planejava realizar ataques contra servidores públicos e autoridades, entre eles o ex-juiz e senador Sérgio Moro.
A corporação publicou fotos dos materiais apreendidos como uma moto da marca BMW nas cores branco e azul, custando em torno de RS 120 mil, uma BMW X3 branca, avaliada em cerca de R$ 400 mil, e um cofre repleto de maços de dinheiro com notas de cinquenta reais. Outros itens como envelopes, relógios luxuosos e colares de ouro com pingentes de crucifixo também foram apreendidos.
De acordo com a PF, os ataques eram planejados em cinco unidades da federação: Rondônia, Paraná, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Ao todo, foram expedidos 24 mandados de busca e apreensão, sete mandados de prisão preventiva e quatro mandados de prisão temporária contra suspeitos.
O nome da operação se refere ao ato de seguir, vigiar, acompanhar alguém, devido ao método utilizado pelos criminosos para fazer o levantamento de informações as possíveis vítimas.
Nove presos
Os nove suspeitos presos – seis homens e três mulheres – se encontravam em São Paulo, e os outros dois procurados com mandado de prisão expedido são do Paraná.
No estado paulista, foram expedidos 20 mandatos de busca e apreensão. A maior parte na cidade de Sumaré (7), na região Metropolitana de Campinas, e em São Bernardo do Campo (4), no ABC. Já na capital teve apenas um mandado de busca e apreensão.
Além destes, foram expedidos sete mandados de prisão preventiva, sendo a maior parte no município de Sumaré (3), e outros dois de prisão temporária — um no Guarujá e outro em Presidente Prudente.
Retaliação
Os ataques seriam uma forma de retaliação às medidas tomadas por Moro quando ainda era ministro da Justiça e Segurança Pública do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na época, Moro transferiu diversos líderes e integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) para presídios federais, espaços de segurança máxima.
As investigações apontam que o plano estava sendo arquitetado pelos criminosos desde o ano passado e os ataques aconteceriam ao mesmo tempo em diversos estados.
Além do senador Sérgio Moro, segundo o portal Metrópoles, o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Gaeco, um grupo do Ministério Público de São Paulo especializado no combate ao crime organizado, também era um dos alvos.