Sexta-feira, 29 de maio de 2026

Jornada de trabalho: em telefonema Lula agradece o esforço do presidente da Câmara dos Deputados na aprovação de PEC que acaba com a escala 6×1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligou para o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), na tarde dessa quinta-feira (28), para agradecer o esforço pela aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1.

Segundo auxiliares de Motta, Lula disse que conversou com a bancada do PT para cumprir o texto acordado com o parlamentar, como a transição de pouco mais de um ano para reduzir a jornada semanal de trabalho de 44 horas para 40 horas, sem corte de salário.

Seria um encontro presencial, mas, como não houve compatibilidade das agendas, Lula decidiu telefonar, disse um interlocutor. O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, estava desde a manhã dessa quinta buscando um espaço na agenda de Lula para a conversa com Motta.

No telefonema, Lula reforçou a importância do diálogo para fazer as pautas avançarem.

A PEC é uma das principais bandeiras de Lula na disputa pelo quarto mandato. Pleito antigo dos trabalhadores, o fim da escala 6×1 foi encampada por Motta e aprovada por ampla maioria na Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira (27). A proposta ainda precisa ser aprovada por 49 dos 81 senadores para ser promulgada.

Votações

Na noite de quarta, a proposta foi aprovada por 472 votos a 22 em primeiro turno e 461 a 19 votos no segundo turno. Mais cedo, o texto já havia passado por votação em uma comissão especial da Câmara. O parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), foi aprovado por 34 a 4. Apenas deputados do PL e do Novo votaram contra.

Os parlamentares ainda rejeitaram um destaque do PL, que pretendia alterar o período de transição para a escala 5×2, mantendo o texto do relator como apresentado no início desta semana.

O parecer reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. O texto também fixa uma transição de até 14 meses para a redução de horas, com queda de duas horas após dois meses da promulgação da PEC.

A tramitação célere da PEC contou com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que marcou sessões extras na Casa para vencer o prazo para apresentação de emendas na comissão.

A comissão especial discutiu duas PECs, uma de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e outra de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP).

Ambas previam a redução da jornada para 36 horas, mas o acordo final ficou em 40 horas, com duas folgas semanais, uma delas preferencialmente aos domingos. (Com informações do jornal O Globo e do portal g1)

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