Segunda-feira, 20 de maio de 2024

Justiça bloqueia bens e quebra sigilo bancário do ex-presidente da Argentina Alberto Fernández

A Justiça determinou o bloqueio dos bens e a quebra do sigilo bancário do ex-presidente da Argentina Alberto Fernández. A decisão, divulgada na noite de terça-feira (9), se deve à investigação de uma suposta organização criminosa para desvio de verba com a contratação irregular de seguros para entidades estatais.

Um dos investigados é Héctor Martínez Sosa, o cônjuge de María Marta Cantero, que era secretária do ex-presidente.

“Existe suspeita de que este vínculo possa ter determinado seu papel preponderante na intermediação de seguros entre as entidades estatais e [a empresa seguradora] Nación Seguros S.A.”, diz a decisão judicial.

Desde um decreto de dezembro de 2021, durante a administração de Fernández, todo o setor público deveria contratar apólices de seguros através da empresa Nación Seguros S.A, que poderia inclusive fazer subcontratações.

“Isso deu lugar para que grande parte daquelas contratações, fossem necessárias ou não, contassem com a participação de intermediários e organizadores (tanto pessoas físicas como jurídicas), entre os que se encontram, entre outros, Martínez Sosa”, diz a determinação judicial.

Segundo a investigação, os intermediários recebiam pagamentos superiores aos do mercado e ou teriam sido indicados pelas repartições públicas mediante um processo de seleção irregular, inexistente, ou direcionado.

O texto determina que uma ordem seja emitida para o Banco Central do país para a interdição de cofres que Fernández e outras 32 pessoas ou empresas possam ter em diferentes entidades bancárias.

Também impõe a quebra do sigilo bancário, inclusive de contas já fechadas dos investigados e de aluguel de cofres e compra e venda de ouro e moeda estrangeira, mediante a solicitação de informações a entidades bancárias, financeiras e de câmbio desde 2009.

Fernández, que governou a Argentina de 2019 a 2023, nega ter participado de um esquema de corrupção.

“Faço da honestidade um culto”, disse ele à Radio La Red, da Argentina, em fevereiro. “Não roubei nem participei de nenhum esquema nem autorizei nenhum esquema”, garantiu.

O ex-presidente chegou a dizer, inclusive, que é razoável que, diante da denúncia, o caso seja investigado.

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