Terça-feira, 05 de maio de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 5 de maio de 2026
A Justiça aceitou, na segunda-feira (4), a denúncia do MP (Ministério Público) contra o policial militar Cristiano Domingues Francisco, apontado como responsável pelo desaparecimento e pela morte de três pessoas da mesma família em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
As vítimas são a ex-companheira do brigadiano Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70. Os três desapareceram entre os dias 24 e 25 de janeiro deste ano. A família era proprietária de um minimercado no bairro Vila Anair.
O juiz Márcio Luciano Rossi Barbieri Homem, da 1ª Vara Criminal de Cachoeirinha, também aceitou a denúncia contra a atual companheira do principal suspeito, Milena Ruppenthal Domingues, e o irmão dele, Wagner Domingues Francisco.
O policial responde por dois feminicídios (Silvana e Dalmira), um homicídio qualificado (Isail), ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa, falsidade ideológica, furto e abandono de incapaz. O MP também requereu a perda do cargo público e a incapacidade para o exercício do poder familiar.
A companheira dele é acusada de participação nos dois feminicídios e no homicídio qualificado, ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa, furto e falso testemunho, em razão do planejamento dos crimes, da criação de álibis e da manipulação de provas.
Já o terceiro réu responde por ocultação de cadáveres, fraude processual e associação criminosa.
Segundo o MP, os crimes teriam sido motivados por questões financeiras e por conflitos envolvendo a guarda e a convivência do filho de Silvana com o ex-companheiro, incluindo o inconformismo com os limites impostos pela vítima para o contato da criança, de 9 anos, com o pai. O processo tramita em segredo de Justiça.