Quinta-feira, 30 de julho de 2026
Por Redação do Jornal O Sul | 30 de julho de 2026
O PSB (Partido Socialista Brasileiro) aprovou, por unanimidade, em convenção nacional, a coligação com a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PC do B, e a indicação de Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice-presidente na chapa com Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No evento, Lula disse esperar vencer a eleição já no 1º turno, em 4 de outubro, e pediu à militância que use o celular para divulgar as ações do governo.
Alckmin é vice-presidente da República desde 2023 e ocupa o cargo pela segunda vez consecutiva na chapa com Lula. Ele também foi ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Ao encerrar o discurso, Lula disse que pretende vencer a eleição presidencial já no 1º turno. “Eu e o Alckmin vamos ganhar as eleições. Vamos ganhar. Não há nenhuma razão, nenhuma razão, mesmo que eu e ele só erremos daqui para frente, o acerto foi tanto que a gente não perde essas eleições”, declarou.
Os convencionais aprovaram 4 pontos em bloco:
* a coligação majoritária para a Presidência da República;
* a indicação de Edinho Silva, presidente do PT, como representante legal da coligação;
* a delegação de poderes à Executiva Nacional do PSB para deliberações futuras sobre a coligação;
* a candidatura de Alckmin como vice.
João Campos, presidente nacional do PSB, repetiu a expectativa ao encerrar o evento, com o mote “vamos de 1º turno”.
Pedido
Lula orientou os presentes a usar o celular como ferramenta de campanha. Disse que a militância deve dedicar-se, 24 horas por dia, a divulgar informações favoráveis aos candidatos do partido e às ações do governo, em vez de repassar conteúdos que classificou como inúteis.
“Utilize 24 horas por dia para falar coisa boa, para conversar, para mostrar o que precisa ser feito, porque é essa a briga que nós vamos ter que fazer”, declarou.
Ele chamou essa disputa de “guerra da narrativa” e citou a negativa de vistos a norte-americanos que, segundo ele, tentariam interferir nas eleições brasileiras.
João Campos também pediu a atuação da militância fora da convenção. Disse que a maior parte dos filiados do PSB está “pelas ruas do Brasil”, nos diretórios estaduais, e afirmou que o partido soma palanques em 27 Estados em apoio à chapa Lula-Alckmin.
Alckmin fez críticas ao governo anterior, de Jair Bolsonaro (PL). Disse que não é possível falar em liberdade ao mesmo tempo em que se tenta derrubar a democracia, já que, segundo ele, “a democracia é a guardiã da liberdade”.
Também criticou o uso do aparato do Estado, no 2º turno da eleição de 2022, para tentar impedir pessoas de votar e para propor a derrubada de um governo eleito. Afirmou ainda que quem não acredita na democracia, nem no povo como protagonista das eleições, não deveria disputar o pleito.
O evento reuniu boa parte do 1º escalão do governo Lula, com 9 ministros presentes, além de nomes históricos ligados ao PSB e a gestões anteriores, como Cristovam Buarque, Carlos Siqueira e Márcio França. (Com informações do portal Poder360)