Domingo, 21 de abril de 2024

Lula faz aceno e diz que é preciso “atender a classe média”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um aceno nesta semana ao eleitorado de classe média, comumente associado ao bolsonarismo por lideranças petistas, ligadas às classes mais baixas. Em discurso no Palácio do Planalto, Lula afirmou ainda que o ex-presidente Jair Bolsonaro “tomou surra” nas últimas eleições, apesar de o petista ter vencido a disputa com apenas 50,9% dos votos válidos no segundo turno, contra 49,10% do rival.

“Vamos tratar de atender a classe média. É preciso que a gente atenda à classe média, porque, no fundo, a classe média não é contemplada em quase nada das políticas públicas do governo”, declarou Lula, para quem esse estrato social acaba “órfão de pai, mãe, e governo”. “Além de cuidar das pessoas mais pobres, temos de cuidar das pessoas de classe média, porque são elas que sustentam a economia desse País”, destacou o presidente, embora sem anunciar medidas voltadas ao grupo.

No discurso, Lula diz ser preciso que todos saibam que ele venceu as eleições para “mudar as coisas”. “Muita coisa vai mudar nesse País”, declarou o presidente. Ele voltou a criticar a exportação de óleo cru para posterior importação de óleo diesel, e a dizer que o Brasil precisa exportar conhecimento e não apenas commodities. Lula não antecipou, contudo, eventuais mudanças em políticas da Petrobras que poderiam alterar o cenário descrito.

Legislação para entregadores

O Ministério do Trabalho e Emprego do governo Lula promete iniciar, depois do Carnaval, as discussões para regulamentação do trabalho dos entregadores de aplicativo.

Segundo fontes da pasta, com o debate sobre o aumento do salário mínimo vencido, a próxima prioridade agora será a formalização dos trabalhadores de delivery, promessa de campanha de Lula.

O debate sobre os direitos dos entregadores deve ser realizado por meio de um grupo de trabalho que incluirá representantes da categoria, sindicatos e empresas que administram os aplicativos.

A ideia inicial é mandar um projeto de lei para o Congresso Nacional ainda no primeiro semestre. Mas o governo admite que a discussão com as empresas de aplicativos pode ser longa e trabalhosa.

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