Segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Lula se vinga de deputado e destitui vice-líder

Lula ouviu a diretório cearense do PT e pediu que Mauro Benevides Filho (União-CE) deixe o posto de vice-líder do governo na Câmara. O deputado declara abertamente apoio ao petista e até pede votos, mas coordena o programa de governo de Ciro Gomes (PSDB), que tenta se eleger governador do Ceará. Esta coluna apurou que o senador Camilo Santana e o ministro José Guimarães (Relações Institucionais) atuaram incansavelmente para destituir Benevides do posto de vice-líder.

Trabalho hercúleo
Pressão maior veio de Camilo, que tem a árdua missão de reeleger o “poste” Elmano de Freitas (PT), que tem Ciro como principal adversário.

Surpresa repetida
Como apoia Lula na Câmara, Benevides não contava com a manobra. É a segunda vez que é sabotado. Perdeu o posto quando deixou o PDT.

Porteira fechada
O recado do Planalto é que não aceitará engajamento para opositores nos palanques regionais. Se fizer, a retaliação vem.

Tomando votos
Nas contas de Camilo e Guimarães, a atuação de Benevides pode até preservar votos de Lula, mas captura votos que poderiam ser de Elmano.

Governo toma do povo R$100 bilhões em dez dias
O governo Lula (PT) conseguiu tomar dos pagadores de impostos mais de R$100 bilhões em apenas dez dias, segundo dados do Impostômetro, ferramenta mantida da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Entre 11 de agosto e 21 de agosto, o total arrecadado pelo governo disparou de R$2,5 trilhões para mais de R$2,6 trilhões. Até o fim do ano terão sido tomados inéditos R$4,12 trilhões do bolso dos brasileiros.

Recorde ao contrário
Pela primeira vez na História, o pagador de impostos vai ver sair do bolso mais de R$4 trilhões, outro recorde histórico sob o governo Lula (PT).

Só arrocho
Entre 2024 e 2025 a arrecadação cresceu quase 10%: passou de R$3,62 trilhões para R$3,98 trilhões. Este ano vai chegar aos R$4,13 trilhões.

Não é rombo, é cratera
Apesar de bater recorde nos impostos, a plataforma Gasto Brasil aponta que o governo Lula já gastou quase R$1 trilhão a mais que arrecadou.

Círculo íntimo demais
Opositores acham que Lula (PT) seria a “autoridade com foro” que mantém os inquéritos contra Lulinha no STF: não acreditam que o secretário particular Marcola agisse à revelia do presidente.

Vai mirrar
Levantamento interno do PL aponta para uma desidratação da bancada do PSD no Senado, hoje a segunda maior da Casa, com 14 parlamentares. Espera-se que comece 2027 com seis senadores.

Pastel de feira
Está aberta a temporada de um clássico da política brasileira, o político que insiste em feiras e comida de rua em período eleitoral. A última foi de Gilberto Kassab (PSD), sem muito jeito até para segurar os quitutes.

Crise atrás de crise
A semana começa com outro foco de crise para campanha de Lula, atordoada com o íntimo contato entre Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger. A preocupação agora é com Marcola, ex-assessor de Lula.

Meio milhão
Até sexta-feira (21), Jaques Wagner (PT-BA), que tenta renovar o mandato de senador pela Bahia, foi o candidato que mais injetou grana na própria na campanha: foram R$533 mil.

Conversa censurada
Apesar da liberação de Carlos e Renan para visitarem o pai Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar, o ministro Alexandre de Moraes impôs veto de assunto aos filhos: não podem falar sobre política.

Pluripartidário
Carlos Viana (PSD-MG) avisa: o pedido de criação da CPMI do Lulinha já tem apoio de deputados do PL, MDB, Novo, PP, União, PSD, Podemos e PSDB na Câmara, e de PL, PSD, PP, PSDB e Republicanos, no Senado.

Além de suspeito
O ex-deputado Roberto Freire (Cidadania) se espantou com o caso Lulinha: “infelizmente as suspeitas de tráfico de influência são quase uma certeza. O pedido de desaforamento do Lulinha feito pelo PGR é uma anunciação de sinais de que tudo está muito além da suspeita”.

Pensando bem…
…tem filho 01, mas também existem os 171.

PODER SEM PUDOR
O quase ministro
Durante anos o paulista Castilho Cabral acreditou que quase foi ministro de Jânio Quadros. Tudo por causa de um telefonema nos dias em que o presidente eleito se encontrava em Paris: “Monsieur Castilhô… Monsieur Quadrôs…”, anunciou o telefonista. A voz de Jânio apareceria em seguida: “Castilho, meu bem! Preciso de você no ministério, mas quero uma resposta agora…”. Subitamente um ruído cortou a conversa, naqueles tempos sem DDD. “Monsieur Castilhô, São Paulô…” insistia o tal telefonista, entre chiados. Era tudo uma brincadeira de dois amigos, Otto Lara Rezende (o “telefonista” parisiense) e José Aparecido de Oliveira, imitando Jânio.

Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos
Instagram: @diariodopoder

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